*** S I N T O N I A 777**** José Bonifácio-SP (Opinião,Educação,Arte,poesia,mensagens,Links)


FICÇÃO/CRÔNICAS...


 

A Viajante

 

UOL Busca Rubem Braga 

 

Com franqueza, não me animo a dizer que você não vá.

 

Eu, que sempre andei no rumo de minhas venetas, e tantas vezes troquei o sossego de uma casa pelo assanhamento triste dos ventos da vagabundagem, eu não direi que fique.

 

Em minhas andanças, eu quase nunca soube se estava fugindo de alguma coisa ou caçando outra. Você talvez esteja fugindo de si mesma, e a si mesma caçando; nesta brincadeira boba passamos todos, os inquietos, a maior parte da vida — e às vezes reparamos que é ela que se vai, está sempre indo, e nós (às vezes) estamos apenas quietos, vazios, parados, ficando. Assim estou eu. E não é sem melancolia que me preparo para ver você sumir na curva do rio — você que não chegou a entrar na minha vida, que não pisou na minha barranca, mas, por um instante, deu um movimento mais alegre à corrente, mais brilho às espumas e mais doçura ao murmúrio das águas. Foi um belo momento, que resultou triste, mas passou.

 

Apenas quero que dentro de si mesma haja, na hora de partir, uma determinação austera e suave de não esperar muito; de não pedir à viagem alegrias muito maiores que a de alguns momentos. Como este, sempre maravilhoso, em que no bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternos e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás. Esse instante de libertação é a grande recompensa do vagabundo; só mais tarde ele sente que uma pessoa é feita de muitas almas, e que várias, dele, ficaram penando na cidade abandonada. E há também instantes bons, em terra estrangeira, melhores que o das excitações e descobertas, e as súbitas visões de belezas sonhadas. São aqueles momentos mansos em que, de uma janela ou da mesa de um bar, ele vê, de repente, a cidade estranha, no palor do crepúsculo, respirar suavemente como velha amiga, e reconhece que aquele perfil de casas e chaminés já é um pouco, e docemente, coisa sua.

 

Mas há também, e não vale a pena esconder nem esquecer isso, aqueles momentos de solidão e de morno desespero; aquela surda saudade que não é de terra nem de gente, e é de tudo, é de um ar em que se fica mais distraído, é de um cheiro antigo de chuva na terra da infância, é de qualquer coisa esquecida e humilde - torresmo, moleque passando na bicicleta assobiando samba, goiabeira, conversa mole, peteca, qualquer bobagem. Mas então as bobagens do estrangeiro não rimam com a gente, as ruas são hostis e as casas se fecham com egoísmo, e a alegria dos outros que passam rindo e falando alto em sua língua dói no exilado como bofetadas injustas. Há o momento em que você defronta o telefone na mesa da cabeceira e não tem com quem falar, e olha a imensa lista de nomes desconhecidos com um tédio cruel.

 

Boa viagem, e passe bem. Minha ternura vagabunda e inútil, que se distribui por tanto lado, acompanha, pode estar certa, você.

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro- às 23h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SAUDADE AGENTE SÓ TEM DO QUE FOI BOM

 SAUDADE AGENTE SÓ TEM DO QUE FOI BOM

 

 (Rivaldo Roberto Ribeiro-Jose Bonifácio- SP)

 

Que saudade dos tempos que éramos felizes e não sabíamos,  as angústias não existiam, depressão? O que era isso? Antidepressivos? Nunca havia se ouvido falar. Se houvesse alguma contrariedade resolvia-se com chazinho de erva cidreira e com muita fé em Deus.

 

Violência só se ouvia como se fosse uma lenda, diziam que aconteciam lá pelas bandas do sertão, Lampião, jagunços, essas coisas. Tinha sim violência, as dos botecos, era um brigão danado, só se envolvia quem queria, nenhum era inocente, e no final todos tomavam uma boa pinga juntos ouvindo um boa moda de viola.

 

Quando agente mudava de casa, os vizinhos ficavam emocionados dizendo adeus e boa sorte, era uma perda!  Hoje a gente descobre que eles mudaram porque a casa ficou vazia, seria o nosso  coração vazio?   

 

Ir na escola era um grande orgulho, como eu ficava orgulhoso com meu uniforme do colegial, e hoje? Coitado do bom aluno! Como sofre. Mas tinha uma diferença, meu pai dizia:"Se você não estudar vai carpir roça", agente tinha livre escolha: carpir roça ou estudar.

 

Pois é meus amigos! As diferenças são grandes: avanço tecnológico e abandono da sabedoria.

 

 Apenas duas comparações:

 

A tecnologia que se origina na inteligência está destruindo mundo...

A sabedoria que vem do interior do ser humano  vê isso com muita tristeza!

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro- às 17h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PESSOAS INTELIGENTES


PESSOAS INTELIGENTES


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

 

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 25 centavos e outra menor, de 50 centavos. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

 

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. 'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale duas vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda'.

 

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

 

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. 'O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente'.

Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra'. (William Shakespeare)

OBS. Este texto eu recebi por email do meu amigo Mauricio T.Lima, não mencionou o autor, se alguém conhecer favor informar para os devidos créditos.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro- às 17h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Os cinco estágios da carreira

 

Os cinco estágios da carreira
  >>>>>>>>>>>>>  
Existem cinco estágios em uma carreira.

O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar
crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido
dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do
departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de Contas à
pagar...

No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora
da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome.
Heitor do Banco tal.

No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao
nome dele: Heitor, diretor do banco tal.

Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva.
Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele
como 'o meu amigo Heitor, diretor do banco tal'. Esse é o
momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade,
um amigo profissional' .

Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um
amigo profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos.
Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma
relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo
útil ao outro.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos
profissionais solicitam favores. Amigos de verdade estão no
coração. Amigos profissionais estão em uma planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje,
chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente
profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.

*Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade,
indispensáveis. *

Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem
poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando
amizade era coisa de amadores.

Max Gehringer

.Recebi por email de W. Bailo, achei interessante e real para que não iludamos com os falsos e interesseiros... Eu dizer amigos, mas seria uma contradição.

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro- às 12h26
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O MEU AMIGO OSCAR.

 

O MEU AMIGO OSCAR.

 Rivaldo Roberto Ribeiro

 

Oi!

Tudo bem?

Eu tenho um amigo, o Oscar, nunca poderia de deixar de escrever sobre ele. É uma pessoa simples, a sua vidinha se resume em andar pelas ruas com sua bengala, receber a aposentadoria, e sorrir por qualquer coisa...

 

Eu tenho a honra de ser visitado por ele todas as manhãs no meu trabalho, na hora certinha o Oscar aparece, com o polegar ele faz sinal de positivo. Por causa das dificuldades com a fala pronuncia alguma coisa que às vezes não compreendo, mas damos nossas risadas juntos, eu o considero um dos meus melhores e verdadeiros amigo.

 

Outro dia ele mostrou um sapato novo que havia comprado, estava muito feliz por isso..

 

Depois de contar um pouquinho sobre a sua vida, ele se despede, pronunciando a palavra: falou!... E vai embora... Como se tivesse cumprido uma tarefa.

 

Ele Fica feliz por me ver... Outro dia eu sai de férias... O pessoal disse que quase todos os dias ele perguntava o dia da minha volta..

 

Pois é, com suas limitações mental e física, ele se mostra feliz, digno, e fiel as suas amizades.

 

Nós que nos julgamos inteligentes, conhecemos as coisas do mundo, os perigos, vaidades, orgulho, disputas por uma cadeira... Por uma cadeira! Aquelas cadeiras que tem o poder de transformar uma pessoa honesta em... Vocês sabem!   Somos felizes?

 

Quem sabe se fossemos um pouquinho igual ao Oscar, mais humanos como ele, nos faria muito bem...

 

Infelizmente o seu problema de saúde piorou, suas pernas estão fracas, com desgastes nos joelhos e nos quadris, agora caminha com a ajuda de um andador, imaginem mesmo assim apareceu feliz para mostrar a mim o novo aparelho, disse que seu médico o instruiu a ficar em casa, mas ele se recusa alegando que dessa forma a doença avança.

 

Se um dia ele não conseguir mais andar... vai chegar a minha vez de visitá-lo...Isso se meu egoismo não falar mais alto!   

 

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Amigos-Vinicius de Moraes

 

Amigos

(Vinícius de Moraes)

 

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando

comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Os Cães Lambem os seus companheiros que morrem...

Os Cães Lambem os seus companheiros quando morrem...

 

(Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP)

 

Ainda é criança, mas já trabalha e se esgota ao ponto de seu corpo tomado de estafa adormecer num sono de desmaio. Sua alimentação é sempre de muitas calorias, pois dessa forma suporta as exigências dos patrões no dia a dia, tem que cumprir suas tarefas com destrezas e rapidez, para se livrar do cômodo estigma que acompanha a maioria das pessoas da sua classe social: a preguiça.

 

Cresce longe das características de uma jovem bonita, seu corpo é disforme pela robustez dos músculos e gordura que se formou ao longo da vida, tímida vê o mundo conformada, foi o que a vida lhe deu: trabalho e uma grande fé em Deus.

 

Agora adulta o seu coração já havia reclamado várias vezes, ameaçou com uma greve, bateu forte muitas vezes num repique de tamborim, gritou como uma cuíca, o levaram para uma revisão: o diagnóstico seria descanso, novo ritmo de vida, novos alimentos deveriam passar por suas artérias. Assim ele foi ao seu compasso no toque do surdo, era o puxador dos outros órgãos de um corpo, todos dependiam dele, muita responsabilidade para quem nunca tinha dado muita atenção...

 

Um dia dentro de um centro de saúde ele resolve dar o último aviso, é um coração brasileiro: foi feito para ter paciência. Bate forte novamente, altera a pressão, prende o oxigênio, os outros órgãos protestam, causa um desarranjo no organismo e desequilibra todo o metabolismo, ele pede por socorro: A mulher tímida tenta respirar, geme, apresenta vômitos...os profissionais da saúde  ignoram a gravidade daquele momento aplicam passivos os primeiros socorros de rotina: eles não souberam identificar que aquele coração se rebelava, quando o corpo começa a desfalecer uma paciente da sala de espera alerta desesperada para a gravidade do caso, as enfermeiras e o médico de plantão intensificam atendimento, mais é tarde demais...

 

Isso é um caso entre tantos que nos leva a refletir sobre a Saúde no Brasil, um momento crítico e triste que poderá ocorrer conosco, com alguém que amamos ou com outro ser humano, que em muitos casos isso nada vale: amor ao semelhante.

 

Reflexão: os animais lambem os seus companheiros quando morrem. ..    



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CONTO DE NATAL: O cabeçinha miúda e os Gibis.

CONTO DE NATAL: O cabeçinha miúda e os Gibis.


Rivaldo Roberto Ribeiro (José Bonifácio-SP)


As sacolas estavam carregadas de compras, no trânsito os motoristas buzinavam sem parar, os estacionamentos estavam lotados como se não houvesse espaço para mais ninguém, mesmo assim como milagre tudo se movia, as lojas vendiam, as pessoas compravam, o mundo girava.
No meio disso tudo um homem caminhava preocupado com o pouco dinheiro que tinha nos bolsos, onde poderia encontrar algo para presentear seu pequeno filho?
As lojas eram grande demais, o que ele iria fazer dentro dumas delas? Entrou desconfiado que os outros estivessem desconfiando dele. Os vendedores olhavam para ele sem muita pretensão de alguma venda substancial, respondiam a alguma pergunta com aquele jeito despreocupado sem olhar no seu rosto. Enquanto isso outros clientes que denunciavam boas vendas eram imediatamente atendidos.


Em casa o menino sonhava com papai-noel, presentes, alegria, mas de vez em quando abaixava a cabeçinha miúda, era pequeno ainda, mas ouvia e sentia as dificuldades diárias da família. Esse sonho de natal não podia pertencer a sua vidinha de bolinha de gude, figurinhas, e doces baratos que já estavam causando-lhe caries que no futuro seria outro problema, poderia ficar desdentado e desfigurando a sua aparência de um menino bonito e perfeito.


O homem cabisbaixo e com movimentos tímidos saiu da loja, deu uma ultima olhada nas vitrines e a mercadoria mais barata que ele viu estava muito acima dos seus 5,00 reais.
Introspectivo passava em frente de diversos bares e pensava: "a pinga é barata e afoga muitas mágoas do ano que estava no fim, dos favores que fez, do seu comportamento submisso e obediente, e o resultado foi terminar o ano com pouco dinheiro no bolso." E o menino da cabecinha miúda?Sonhava com o papai-noel. Empurrou a nota para o fundo do bolso como se a obrigasse a ficar bem longe de outro destino, continuou andando sem esperança de comprar o presentinho para seu filho.


O menino da cabecinha miúda sempre ficava com os joelhos esfolados ao se arrastar pelo chão brincando com as bolinhas de gude, era um craque nas vizinhanças e sempre tinha as bolinhas mais coloridas que pareciam verdadeiras jóias.


Na praça que o homem sempre atravessa para ir ao trabalho, quantas madrugadas frias, quantas nevoas úmidas, chuvosas, ou deliciosas nos dias calorentos do verão porque ali a brisa corria livre, passava pelos mendigos que dormiam despreocupados, e sempre imaginava qual a diferença de si e eles: são pobres, mas livres.


Naquele dia não tinha ânimo de voltar para casa e enquanto caminhava observava as novidades: eram tantas coisas que nos dias corridos não tinha prestado atenção uma delas foi uma banquinha de jornais e revistas.
Parou diante dela, olhou para o proprietário o homem olhou para ele, como sempre ele ficava desconfiado que desconfiassem dele, às vezes dava razões a eles, pois o mundo está cheio de malandros.


Mais adiante numa loja de eletrodomésticos as TVs mostravam todos os canais, noticias, filmes, novelas etc. Num dos canais apresentavam um telejornal e o apresentador dava conta que os deputados haviam aumentado seus salários em quase 91%. E ele trabalhava o mês inteiro, sem faltas, atrasos, obediente, fazia favores e o que recebia estava muito longe daqueles salários e levaria anos para tentar juntar apenas uma pequena parte daquelas, e nos dias de eleições ele chegou a ser importante, todos lembravam dele e dos seus companheiros, pobres como ele. Quantas promessas! Quantas soluções! Ele acreditava mais uma vez que tudo iria mudar, mas percebeu que tudo parecia que continuava no mesmo jeito: teria que ser obediente, fazer favores... Reclamar?Seria considerado criador de casos... Fazer o que? O mundo é assim mesmo, injusto. Conformado foi adiante...


Ali entre os seus devaneios sentiu um puxão forte nas suas calças, olhou e um garotinho lhe disse "moço tem R$1,00? Eu queria comprar uma revistinha de quadrinhos".
Naquele momento o homem descobriu o presente para o "cabecinha miúda", pois era dessa forma carinhosa que ele se referia ao seu pequeno filho, tinha R$ 5, 00 daria para comprar 5 revistinhas, iria escolher as melhores histórias, quem sabe não seria o ponto inicial para o futuro do seu filho, poderia despertar nele o gosto pela a leitura.


Voltou à banca de jornais e revistas desconfiando que desconfiassem dele, pois era a segunda vez que estava ali. Ao lado esquerdo havia diversas revistinhas amontoadas e o cartaz avisava R$ 1,00. O jornaleiro aproximou-se com um semblante preocupado: com as bochechas caídas, com cigarro no canto a boca, a testa franzida, passando a mão no nariz com se limpasse alguma coisa. Com certeza passava pela sua mente uma indagação, o que aquele homem pretendia? Assim o homem lhes disse:- "tenho R$ 5,00 e preciso comprar um presente de Natal para meu menino, vou levar cinco dessas revistinhas, por favor, ajuda-me na escolha?".


O jornaleiro comoveu-se com aquele pobre homem, indicou as melhores revistas infantis e de brinde deu-lhe um livro e mais 1 revista.
Próximo dali o menino da praça que havia pedido R$1,00 para comprar uma revista olhava para o homem e sorria, o homem se lembrou do seu desejo, desse modo iria presenteá-lo com a revistinha que ganhara de brinde, no entanto quando olhou de novo não havia mais ninguém, procurou pelas redondezas, perguntou a todos, e ninguém soube dizer do menino...




Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O POLÊMICO Texto de despedida de Gabriel Garcia Marquez:

O POLÊMICO Texto de despedida de Gabriel Garcia Marquez:

 

O emocionante texto de despedida  de grande sensibilidade humana atribuído a Gabriel Garcia Marquez,vitima de um câncer linfático em estado terminal, ainda levanta duvidas se  realmente ‘e de Marquez.

Sendo que o próprio escritor já negou que seja ele o autor, mostrando-se irritado com a qualidade do texto. Mesmo assim o texto circula pela internet no mundo inteiro. Qual a sua opinião?

 

Gabriel Garcia Marquez é escritor colombiano nascido em 1928. Autor da obra "Cem Anos de Solidao" que o levou a fama, escrita em 1961. Em 1982, Garcia Marquez recebeu o Nobel de Literatura.

 

"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.

Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.

Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.

Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.

Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.

Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.

Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida. Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.

Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.

Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.

A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.

Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...

Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.

Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."

GABRIEL GARCIA MARQUEZ

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 21h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A HISTORIA DOS PEIXINHOS.

(Quando li o texto do Bertold Brecht não resisti escrevi o texto abaixo trazendo a nossa realidade, quase uma cópia. O que vem a traduzir que somos peixinhos a mercê dos tubarões...)

 

                                        A HISTORIA DOS PEIXINHOS.

(Baseado Se os Tubarões Fossem Homens).

(Bertold Brecht)

 

 (Rivaldo R.Ribeiro.)

 

 No mar os peixes grandes sempre devoram os peixes pequenos, se fosse ao contrário precisaria de apenas de um peixe grande para alimentar um cardume inteiro de peixinhos.

Assim um peixe grande resolveu engordar um cardume de peixinhos, mas até certo ponto, pois temia que eles crescessem e ficassem fortes e inteligentes.

Nesse meio tempo apareceram outros peixes grandes que queriam também devorar os peixinhos, assim resolveram dar grandes festas com muitas musicas para atrai-los, para que ficassem felizes e se esquecessem de suas necessidades, ou cairiam fácil nas goelas destes novos peixes grandes.

No meio disto tudo, todos os peixes grandes começaram a se atacarem numa disputa terrível pela dominação daquela parte do mar. Começaram a formar grupos, cada grupo tinha um peixe maior como líder.

Então os peixinhos ficavam no lodo assustados imaginando qual seria a hora de serem devorados, e por causa deste medo os peixinhos começaram com as desconfianças entre eles,  e com isso a brigarem também entre si e se entregando uns aos outros  direto na goela do peixe grande.

Um peixinho mais esperto então resolveu fugir e procurar uma solução para que os peixes grandes parassem com aquela covardia de devorar os peixinhos. Ficou dias escondido no meio dos corais até que num momento viu uma baleia, ela poderia ser a salvação, pois era gigantesca e com aquele tamanho todo não conseguiria enxerga-los, além disso com certeza iria afugentar os outros peixes grandes, assim seriam protegidos.

Sua heroína com seu corpo fazia sombras no mar, assim os peixinhos disfarçados se escondiam dos outros peixes grandes, contudo o problema não estaria resolvido porque os peixes grandes resolveram dar uma trégua na suas disputas pois já estavam de olho na baleia, assim se uniram em conchavos achando um meio de tirar a baleia dali, ou uma forma de devora-la. Se isso acontecesse começaria tudo de novo, o peixinho mais esperto pensou... Pensou... E achou a solução: se todos eles se unissem formariam uma grande mancha escura no mar, confundindo e amedrontando os peixes grandes que nunca se atreveriam a atacá-los, pois pensariam que fosse uma outra baleia. Assim os peixes grandes confusos foram embora dali...

Depois disto o peixinho mais esperto convocou todos para uma assembléia, para decidirem se queriam festas de algumas horas ou que solucionassem seus problemas e necessidades em definitivo.

            A assembléia foi reunida com muitas discussões, ninguém se entendia, uns queria falar mais alto do que o outro, no meio daquela balburdia toda, o peixinho mais esperto que já não era mais tão peixinho assim, foi chamado por um peixe grande para um acordo, dariam a festa com o dinheiro dos próprios peixinhos sem que eles percebessem. Assim o peixinho mais esperto subiu em cima duma mesa e avisou a todos que seria dada a festa, a gritaria foi geral de apoio a medida.

            Foi marcado o dia, fizeram propaganda nos corais, nas carcaças dos navios afundados, todos os peixes ficaram sabendo, os que ficavam protegidos ou não, até outros animais se meteu no meio da festa toda, o dia chegou, os artistas se apresentaram por umas duas horas ou mais, depois pegaram seu dinheiro e foram embora, deixaram o fundo mar com muita sujeira e coisas desarrumadas.

            O outro dia chegou... E velha rotina começava tudo de novo, agora os peixinhos mais velhos e os doentes foram aos médicos, um tinha que tratar uma barbatana quebrada, outro uma dor de barriga, outro com o coração um pouco fraco, doenças de todos os tipos foram aparecendo, ai... Assim houve muitos atritos com os peixinhos que ali trabalhavam, que não tinham nada haver com isso, ou tinham? Que por sua vez começaram a culpar os peixes grandes pela falta de recursos.      

            _Os peixes grandes culpavam todo mundo, falta de recursos, leis a serem cumpridas, enquanto isso muitos peixinhos estavam morrendo ou sofrendo muito, a alegria da festa foi apagada pelas dores, pela fome, pela ignorância dos próprios peixinhos que não souberam compreender o funcionamento dos mares que pode trazer de tudo: desde tubarões a algas venenosas.

 

Acho que esse texto  merece alguns retoques, escrevi as  pressas...

             



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Se os Tubarões Fossem Homens

Se os Tubarões Fossem Homens
Bertold Brecht
Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.

Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.

Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.

Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.

Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.

As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos

Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.

A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.

Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.


Sobre o(a) autor(a):
Bertold Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.




Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O Louco

O Louco

                                                                           Gibran Khalil

            Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

 

            Um dia, muito tempo antes de muitos deuses ter nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

            Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.

            E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

            Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

            Assim me tornei louco.

            E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




VIDA

VIDA

(Rivaldo R.Ribeiro)

Como é linda essa palavra!
Por isso a admiro tanto nas suas manifestações: no verde, nos animais, nas pessoas,
na água, no vento, na energia solar.

Ah vida! Se pudesse falar a você tudo que viesse a mente quando te admiro nas paisagens infinitas, nos céus, nas pescarias, em tudo... E minhas palavras te defendesse da morte, eu encheria páginas e páginas de papéis, site, blogs, e-mails  para de defender.

Mas como é difícil, os teus inimigos são cheio de ambição e maldade. Ah Vida do verde, dos pássaros, das águas, do mar, de nós!!

Como é difícil defender você...

Vejam meu blog http://aldeia.mundus.zip.net

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




MENSAGEIROS DA PAZ...

MENSAGEIROS DA PAZ, NÃO PERMITAM QUE APAGUEM O ARCO ÍRIS!!!

Os mensageiros da Paz estão tristes...
Tombam os fracos e inocentes...
Tombam as florestas e o que nelas habitam,
Os rios se tornam sangue venoso, o ar em gás letal.
Os bons que dispersam dão lugar aos devastadores...
Jovens confiantes tapam olhos e ouvidos à sua miséria...

Cidades barulhentas estão desertas, apenas movem-se as máquinas...
Palácios fortificados fogem com medo,
Fecham-se, se calam, ilhados em si mesmo.

O silêncio soluça no meio da devastação,
Os mensageiros da Paz estão tristes e angustiados,
Ninguém se importa!
Não abaixem a cabeça, continuem insistindo...
Não queremos ouvir gritos, desesperos, fome...
Não queremos ver planícies vermelhas e movediças,
Não queremos ver o céu sem arco íris,
Não vamos permitir que apaguem o céu...

Estão tristes quase ninguém se importa com isso,
Um dia correrão para vocês atordoados em busca de uma gota de água!!

Ai de ti, devastador que ainda não foste devastado,
Salteador que ainda não foste saqueado!
Quando acabares de devastar, serás devastado,
Quando acabares de saquear, serás saqueado.
(Isaias 33,1)

"Meus queridos amigos, meu espírito de luta se deprime, não consigo compreender meus iguais, sinto no coração e na alma uma tristeza funda que quase me paralisa, porque tanta devastação?".



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




DIZER ADEUS...

DIZER A DEUS...

Abri janela e o tempo estava claro, seco e sem nuvens..
O mundo está diferente!!... Muita coisa mudou, outras não existem mais...
Esqueci de dizer adeus!!!...
Não vejo mais algumas aves, não vejo tantas flores e florestas...
Não vejo os fins de tarde com lindos cúmulos de nuvens...

Vamos dizer adeus às abelhas, as borboletas, aos beija flores, aos rios, aos anjos...as flores
Porque não adianta mais reclamar, denunciar, eles não ouvem...
Somos da paz, e a paz eles não ouvem...
Falar de amor à natureza para alguns parece esquisitice...
Não sabem o caminho, tomam trilhas incertas...

Estou triste! Não sei se isso importa a alguém...
Com certeza não, ninguém se importa!
Não vamos conseguir salvar a natureza...
Ela já chora desesperada, é queimada junto com seus filhos.
Só nos resta dizer adeus ao planetinha Terra, ele morre...
E todos negam um ultimo abraço, estender as mãos.
Ninguém se importa com os animais assustados, queimados, expulsos dos campos que sempre habitaram.

Ninguém se importa!!...

Só nos resta dizer adeus ao mundo maravilhoso que existiu...


Se alguém ler este texto, não tive tempo de revisá-lo... se é que sei fazer isso, escrevo apenas... nesse momento foi o que senti...



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Somos como as plantas...

Somos como as plantas, não somos verdes, mas somos como as plantas.

Quando nascemos somos como as sementes das plantas, que depois de germinadas sempre procuram a luz.

Às vezes quando elas nascem num canto qualquer, debaixo de um tronco, algo que as impeçam de crescer, elas vão ficando fininhas, se esticando, esticando, dando voltas, serpenteando, até encontrar o caminho da luz...E a sua folhinha verde se abre para o sol, para a luz.


Somos como as plantas, as plantas são como nós, os animais e nós somos como todos, somos todos um.

Pertecemos ao mesmo organismo vivo, vivemos no mesmo seio quente da mãe Terra, somos natureza e pisamos nela, poluimos ela, tocamos fogo nela.

Mas nao devemos esquecer a vida precisa da luz, ela procura a luz do sol e a luz espiritual....



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O menorzinho...

O menorzinho da turma.


Havia um menino que era o menor da sua turma, já no primeiro dia de aulas ele já sentiu as primeiras dificuldades, a primeira era enxergar o quadro negro, pois a sua frente os meninos maiores interrompiam a sua visão. Quando eles saíram para o recreio todos correram para as merendas aos solavancos e empurrões. O menino menorzinho quase que ficou sem o seu lanche, nos minutos que restou do recreio ele corria pra cá e para lá, alegre como um passarinho solto na floresta, mas todos não o aceitavam porque não conseguia alcançar a bola, e os outros meninos maiores sempre o derrubava e não tinha graça. ..

Seu Nôno, inspetor de alunos observou que aquele menino queria brincar, mas não conseguia porque era o menorzinho da escola, e notou que seu maior problema e que ele era o menor, então resolveu conversar com ele para aumentar seu ânimo.

- Hei menino, venha cá que eu vou contar-te uma historinha. Disse seu Nono.

- Certa vez houve um incêndio num galinheiro que foi um deus nos acuda, tudo estava trancado e iria morrer todo mundo queimado, mas ocorreu que havia um franguinho menor que conseguiu escapar por um buraco perto da porta, e já pelo lado de fora ergueu a fechadura, e todos se salvaram...

O menino ouviu em silencio aquela pequena história, o seu Nôno desconfiado que menino não houvesse entendido, deu outros exemplos que o tamanho das pessoas pode influir às vezes de forma decisiva na resolução de alguns problemas, tanto os maiores como os menores são úteis e indispensáveis para engrenagem humana funcionem.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O cabeçinha miúda e os Gibis.

CONTO DE NATAL: O cabeçinha miúda e os Gibis.


Rivaldo Roberto Ribeiro (José Bonifácio-SP)


As sacolas estavam carregadas de compras, no trânsito os motoristas buzinavam sem parar, os estacionamentos estavam lotados como se não houvesse espaço para mais ninguém, mesmo assim como milagre tudo se movia, as lojas vendiam, as pessoas compravam, o mundo girava.
No meio disso tudo um homem caminhava preocupado com o pouco dinheiro que tinha nos bolsos, onde poderia encontrar algo para presentear seu pequeno filho?
As lojas eram grande demais, o que ele iria fazer dentro dumas delas? Entrou desconfiado que os outros estivessem desconfiando dele. Os vendedores olhavam para ele sem muita pretensão de alguma venda substancial, respondiam a alguma pergunta com aquele jeito despreocupado sem olhar no seu rosto. Enquanto isso outros clientes que denunciavam boas vendas eram imediatamente atendidos.


Em casa o menino sonhava com papai-noel, presentes, alegria, mas de vez em quando abaixava a cabeçinha miúda, era pequeno ainda, mas ouvia e sentia as dificuldades diárias da família. Esse sonho de natal não podia pertencer a sua vidinha de bolinha de gude, figurinhas, e doces baratos que já estavam causando-lhe caries que no futuro seria outro problema, poderia ficar desdentado e desfigurando a sua aparência de um menino bonito e perfeito.


O homem cabisbaixo e com movimentos tímidos saiu da loja, deu uma ultima olhada nas vitrines e a mercadoria mais barata que ele viu estava muito acima dos seus 5,00 reais.
Introspectivo passava em frente de diversos bares e pensava: "a pinga é barata e afoga muitas mágoas do ano que estava no fim, dos favores que fez, do seu comportamento submisso e obediente, e o resultado foi terminar o ano com pouco dinheiro no bolso." E o menino da cabecinha miúda?Sonhava com o papai-noel. Empurrou a nota para o fundo do bolso como se a obrigasse a ficar bem longe de outro destino, continuou andando sem esperança de comprar o presentinho para seu filho.


O menino da cabecinha miúda sempre ficava com os joelhos esfolados ao se arrastar pelo chão brincando com as bolinhas de gude, era um craque nas vizinhanças e sempre tinha as bolinhas mais coloridas que pareciam verdadeiras jóias.


Na praça que o homem sempre atravessa para ir ao trabalho, quantas madrugadas frias, quantas nevoas úmidas, chuvosas, ou deliciosas nos dias calorentos do verão porque ali a brisa corria livre, passava pelos mendigos que dormiam despreocupados, e sempre imaginava qual a diferença de si e eles: são pobres, mas livres.


Naquele dia não tinha ânimo de voltar para casa e enquanto caminhava observava as novidades: eram tantas coisas que nos dias corridos não tinha prestado atenção uma delas foi uma banquinha de jornais e revistas.
Parou diante dela, olhou para o proprietário o homem olhou para ele, como sempre ele ficava desconfiado que desconfiassem dele, às vezes dava razões a eles, pois o mundo está cheio de malandros.


Mais adiante numa loja de eletrodomésticos as TVs mostravam todos os canais, noticias, filmes, novelas etc. Num dos canais apresentavam um telejornal e o apresentador dava conta que os deputados haviam aumentado seus salários em quase 91%. E ele trabalhava o mês inteiro, sem faltas, atrasos, obediente, fazia favores e o que recebia estava muito longe daqueles salários e levaria anos para tentar juntar apenas uma pequena parte daquelas, e nos dias de eleições ele chegou a ser importante, todos lembravam dele e dos seus companheiros, pobres como ele. Quantas promessas! Quantas soluções! Ele acreditava mais uma vez que tudo iria mudar, mas percebeu que tudo parecia que continuava no mesmo jeito: teria que ser obediente, fazer favores... Reclamar?Seria considerado criador de casos... Fazer o que? O mundo é assim mesmo, injusto. Conformado foi adiante...


Ali entre os seus devaneios sentiu um puxão forte nas suas calças, olhou e um garotinho lhe disse "moço tem R$1,00? Eu queria comprar uma revistinha de quadrinhos".
Naquele momento o homem descobriu o presente para o "cabecinha miúda", pois era dessa forma carinhosa que ele se referia ao seu pequeno filho, tinha R$ 5, 00 daria para comprar 5 revistinhas, iria escolher as melhores histórias, quem sabe não seria o ponto inicial para o futuro do seu filho, poderia despertar nele o gosto pela a leitura.


Voltou à banca de jornais e revistas desconfiando que desconfiassem dele, pois era a segunda vez que estava ali. Ao lado esquerdo havia diversas revistinhas amontoadas e o cartaz avisava R$ 1,00. O jornaleiro aproximou-se com um semblante preocupado: com as bochechas caídas, com cigarro no canto a boca, a testa franzida, passando a mão no nariz com se limpasse alguma coisa. Com certeza passava pela sua mente uma indagação, o que aquele homem pretendia? Assim o homem lhes disse:- "tenho R$ 5,00 e preciso comprar um presente de Natal para meu menino, vou levar cinco dessas revistinhas, por favor, ajuda-me na escolha?".


O jornaleiro comoveu-se com aquele pobre homem, indicou as melhores revistas infantis e de brinde deu-lhe um livro e mais 1 revista.
Próximo dali o menino da praça que havia pedido R$1,00 para comprar uma revista olhava para o homem e sorria, o homem se lembrou do seu desejo desse modo iria presenteá-lo com a revistinha que ganhara de brinde, no entanto quando olhou de novo não havia mais ninguém, procurou pelas redondezas, perguntou a todos, e ninguém soube dizer do menino...



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ATRAPALHAÇÕES...

ATRAPALHAÇÕES E PREOCUPAÇÕES. (Rivaldo R.Ribeiro)


Ainda estou na cama e isto coloca a memória funcionando... Ou será que não foi? Eu sou hoje um homem tão cheio de dúvidas. Não sei mesmo se fechei as portas e com isso não consigo dormir, chego até a sentir um peso no meu coração. Eu preciso dormir. Vejamos: na porta da varanda, ao checar o trinco eu fiz ploc-ploc com a língua contra os lábios.

Fico preocupado com uma coisa, minha mulher sempre deixa a luz ligada da varanda quando meu filho sai para as baladas, eu sempre desligo, umas vezes é de pirraça, outras vezes é por causa da conta de energia, outras vezes por distração, mas isso implica na segurança dele, olho o teto do quarto e viro para o canto, ouço os barulhos da noite, parece meu filho que está chegando, não é... calço as sandálias vou para a cozinha tomar um copo de água, a luz da varanda está desligada, vou indo para o quarto novamente para tentar dormir, mas a luz da varanda está desligada, e quando meu filho chegar? Alguém poderá esconder no escuro e agarra-lo de surpresa, volto e bato a mão no interruptor e ligo a luz da varanda, e volto para o quarto para dormir, minha esposa resmunga, e pergunta se desliguei a luz da varanda, e respondo que não desliguei e sim que liguei...

A noite vai passando e meu filho não chega do baile, já é muito tempo que a luz está ligada, fico preocupado com a conta de energia, fico preocupado com ele na rua até àquelas horas, fico preocupado com dia que ainda no chegou, porque ainda não consegui dormir.

Meu cachorro late estranho, nunca o ouvi latir daquela forma, acordei minha esposa, preocupado com o latido do cão, e ela disse que ele estava latindo como todos os dias, eu é que estava ficando doido- " fique quieto e dorme" , disse ela. E novamente perguntou se eu não havia desligado a luz, e se nosso filho não havia chegado, eu disse que não, uma resposta para as duas perguntas...

A minha memória começa já a trabalhar nas coisas do dia seguinte, ainda não consegui descansar, e amanha será um dia duro, de muito trabalho, tenho que fazer isto e aquilo, o escritório está uma bagunça, não fiz o relatório que o chefe pediu, haverá muitas entregas e tenho de preencher muitas notas fiscais, atender os pedidos, etc.Levanto novamente, e lembro do trinco da porta da varanda, será que meu filho levou uma chave, contudo não lembro se tranquei a porta, e agora estou em duvidas se liguei ou desliguei a luz, fui até a varanda a luz estava desligada, e quando liguei novamente a luz notei que moto do meu filho estava lá no lugar dela, e voltei ao seu quarto e para minha surpresa ele também já estava dormindo, pelo jeito há tempos, pois já roncava com seu ronco jovem, ai descobri que minha memória me traia novamente, estava preocupado com o dia seguinte, mas tinha me esquecido que seria domingo.

Voltei ao quarto, larguei-me na cama, só confirmei a pergunta da minha esposa, sim o nosso filho chegou... e adormeci o resto da noite sem nenhuma possibilidade de sonhos...



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Viajar entre os mundos...

Viajar entre os mundos, as estrelas...


Rivaldo R.Ribeiro

Um dia, eu estava olhando para as estrelas e imaginando sobre os mundos do universo, em cada pontinho de luz a milhões de anos luz da terra, o que será que existe por lá, ou existiu?

Gostaria de viajar entre os mundos, de estrela em estrela, conhecer além do meu pequeno espaço as maravilhas criadas por Deus.

O meu pequeno espaço que em certos momentos parece gigantesco, porque ergo fronteiras do egoísmo, da indiferença, da falta de amor que muitas vezes sinto, porque sou falho e incompleto.

Mas Deus nunca viu isso em mim, Ele acha que sou perfeito, Sua misericórdia perdoa todos meus pecados, minhas falhas, mesmo nos momentos que não penso Nele. Porque são momentos que estou com meus pensamentos em outros lugares, nas minhas ambições do meu pequeno espaço, e esqueço da Suas estrelas do Seu universo, da Sua natureza, do Seu grande amor que nos dá de presente todos os dias, quando o sol nasce para um novo dia.

Como eu gostaria de andar entre os mundos!!! Talvez quem sabe encontrar-me com Ele, abraçar e agradecer por tudo, pedir perdão por mim e pelos outros... mas não posso, nada poderia viajar em cada planeta, em cada estrela ou galáxia no espaço infinito... num passeio fantástico...

Ah! Mas Ele nos deu uma coisa poderosa que substitui qualquer coisa que poderia viajar entre os mundos, para que viaje entre as estrelas e admire o Seu mundo, Ele nos colocou dentro da nossa alma, algo lindo e perfeito e de muito poder, e com isso eu posso viajar entre os mundos, o meu mundo interior e meu universo exterior: a minha Fé e Esperança Nele.

Obrigado Pai...



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PEQUENA HISTÓRIA DUM IDOSO"

PEQUENA HISTÓRIA DUM IDOSO"

Rivaldo Roberto Ribeiro


Segunda-feira, o tempo está nublado e cinzento, parecia que não ia chover muito, mas caia uma garoa fria e intermitente. Depois de cumprir na vida com suas obrigações, caminhante deste mundo a tempos, Berto está sentado num banco daquele café, observando todos que passavam, via neles seu passado de sonhos, via neles uma indiferença egoísta cada um com a cobiça de alcançar fortunas e sucesso, que com certeza não chegarão a todos. Melancólico, só restava a saudade das crianças e da sua juventude...

Mas Berto sempre foi um homem que questionava a vida e seu sentido, assim resolve que seria um velho alegre e feliz. Tinha sabedoria, sabia contar muitas estórias para os netos, iria realizar algumas travessuras, pois a idade lhe permitia isso. Pegou o guarda-chuva e foi caminhando com cuidado lembrando das recomendações de sua esposa, "se quebrar algum osso, meu velho nessa idade é difícil de se ajeitar", pois a rua parecia lisa. Era a primeira Segunda - feira que não tinha para aonde ir... Voltou para casa.

A sua mão traduzia uma vida dura e honesta, com calos e cicatrizes, que atestavam os seus esforços na tentativa duma vida melhor a si e aos seus, hoje um sobrevivente herói na construção dum país que às vezes não o reconhece, ficar doente? O SUS assusta...

Sua mão deformada com nós nos dedos pelo esforço é comovente (...), quando ele com um gesto lento passou sobre a boca o polegar curvo, que tantas vezes usou como alicate, anos de arrebatamento e trabalho, do cansaço e por fim a sonolência da tarde.

Agora não se pode exigir do seu corpo a juventude, a sua coluna já curva e pouco móvel não sustenta o seu peso como antes. Seus olhos perdem o brilho e exige o auxílio das lentes. O ouvido perde a sua sensibilidade e a saliva diminui comprometendo a digestão. A musculatura enfraquece e diversos outros órgãos funcionam com mais dificuldades. A sua identidade se revela na sua pele mais escura e com as rugas, e seus cabelos brancos denunciam a sua sabedoria e o pecúlio do espírito humano.

Berto sempre fez das suas narrativas aos mais jovens como se estivesse pedindo perdão pela sua velhice. Contava sempre que ajudou a construir o hospital da cidade, o clube, a igreja, aquela ponte, a escola etc. Desconfiado da falta de crédito, afirmava que tinha fotografias, evitando assim a descrença ou o sarcasmo dos ouvintes.

Numa dessas reuniões familiares, Berto ouve da sala da frente que é bem pequena, sua esposa Dona Vitória, com sua voz doce e conciliadora sendo entrevistada pelos seus netos. Curiosos como todas as crianças, queriam saber sobre tudo. Dona Vitória com seu jeito envolvente, sua paciência, seu carinho maternal de vó, respondia a todas as perguntas que eram disparadas sem parar. No meio daquela balbúrdia, aproveitava a oportunidade para ressaltar seus exemplos quando menina: de obediência, seus valores morais e religiosos, o respeito que foi dispensado as seus pais e mestres, e principalmente aos mais velhos. Qualidades que hoje lhe rende um carinho especial da sociedade local. Berto, com a vista turva descobria que o tédio das horas constantes terminara, e o sentido do resto da sua vida estava ali na sua frente..., Tinha uma família maravilhosa..., afastou-se com os passos lentos e macios, e começou a planejar a sua primeira travessura, iria encher algumas bexigas coloridas, comprar um saco de balas, convocar os netos e bagunçar a casa, e com isso já matutava alguma desculpa a um possível protesto de Dona Vitória...



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O confeiteiro.

O confeiteiro.
Rivaldo Roberto Ribeiro

Um confeiteiro recém formado resolveu fazer um bolo, juntou todos os ingredientes e mão na massa, convidou alguns "amigos" para provar sua primeira criação, que no seu próprio julgamento seria uma obra prima e com certeza todos iriam gostar.

Porem ele era uma pessoa muito dificil, e todos sabiam disto e nunca iriam dizer realmente se o bolo estava bom ou ruim, nunca iriam critica-lo por causa do seu temperamento, que poderia ter uma reação imprevisível e jogar o bolo em cima das pessoas ali presente.

Assim todos foram provar o bolo, digo provar por uma questão de elucidar aquele momento, porque não seria uma prova, porque todos já saberiam que só poderiam dizer que o bolo estava ótimo e maravilhoso. Realmente a sua aparência era esplêndida: coberto com chantilly em flocos, uma delícia! Mas na hora de come-lo...Bah! Argh! Horrível.

Todos se olhavam e diziam "este bolo está uma delicia", o confeiteiro no alto de sua confiança acreditou na sua verdade, que ele seria o maior confeiteiro nas redondezas e poderia ganhar dinheiro com isso ou um bom emprego.

E foi a luta, o primeiro teste seria na padaria mais conceituada da cidade, entrou pisando firme olhando os outros confeiteiros com desdém, nunca ninguém conseguiria confeccionar um bolo como o dele..., Os seus "amigos" já tinham provado e aprovado com louvor, ninguém ousou criticar, e lá foi ele, pegou os ingredientes, e confeccionou o bolo do teste, afastou-se um metro ou coisa assim e com o peito inflado olhava por cima, com a certeza de que proprietária daquela padaria não teria dúvidas: seria ele o escolhido.

No final do teste, apresentado os concorrentes uns aos outros, e tudo mais, foi proclamado o vencedor: seria o Sr. Quintino, a surpresa desmoronou o confeiteiro que não aceitou o resultado. Assim furioso se propôs a confeccionar seus próprios bolos, porem foi um desastre, todos com variadas desculpas esfarrapadas tais como: dietas de emagrecimento, ou alguma enfermidade recusaram a comprar o bolo do confeiteiro.O Sr. Quintino continuava na padaria confeccionando bolos, com freguesia certa...

Foi quando o confeiteiro entendeu que seus "amigos" com receio omitiram a verdade, e como isso ele alimentou fantasias que nem sempre funciona; ao contrário pode ser revelar uma calamidade.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




VIOLÊNCIA:DESARMEM OS ESPÍRITOS

VIOLÊNCIA:DESARMEM OS ESPÍRITOS

Rivaldo R. Ribeiro
"Um velho índio descreveu certa vez: Dentro de mim, existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro muito bom. Os dois estão sempre brigando. Quando perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: - aquele que alimento."

Devemos pensar mais como seres humanos e não apenas só no que nos divide, infelizmente muitos usam sua inteligência para isso: em arquitetar métodos para ferir o outro de todas as formas, e isto resulta em mais sofrimento, medo, desconfiança e divisões. Todos queremos a paz e a felicidade, todos trabalham com esse objetivo. Estamos num grande estado de avanço na ciência e tecnologia, e no entanto estamos nos tornando superficiais na convivência fraterna, no progresso interior e nos esquecendo da nossa saúde espiritual, estamos nos queixando da violência, no declínio da moralidade, porem qual a nossa colaboração para que isso se resolva, se estamos inclinados apenas ao exterior e na ostentação materialista e no patrocínio da desigualdade, desrespeitando até os direitos de sobrevivência de outras pessoas, são queixas injustificadas pois são queixas das conseqüências de nossas próprias ações desumanas.

A violência tornou-se num tumor social, células que estão se dividindo e multiplicando a cada dia e lançando profundas raízes , que foram criadas por atos que convergiram numa fonte insaciável de desamor.A pratica do amor não é coisa fácil porque ele é abstrato, e encontra uma forte resistência no orgulho, na mentira, na vaidade,na ganância, na avareza, e na falta de humildade. Ser amoroso não é ser subserviente como muitos pensam, pelo contrário é uma luta aguerrida contra os distúrbios que provocam a violência. Jesus Cristo nos mostrou isso quando enfrentou seus opositores na sua pregação , depois se permitiu ser flagelado e pregado na cruz para convencer e transmitir ao mundo a verdade deste amor, imaginem se fosse ao contrário...seria vencido e não mudaria o mundo.

Vê como é difícil a pratica do amor, tem-se que ter coragem, porque todos queixam da violência mas não querem o amor.

Vou contar-lhes uma pequena historia verídica: Num determinado dia apareceu um furúnculo numa das nádegas de um trabalhador rural, no seu trabalho tinha que andar a cavalo mas a dor era de tal maneira que se tornava impossível e muito doloroso, porem o patrão não entendeu pois ele próprio nada sentia e não se compadeceu, o rapaz continuou a andar a cavalo até certo ponto, e no fim da tarde se arriscou a ficar desempregado e pediu demissão, mas como Deus fecha uma porta e abre outra, hoje ele tem um trabalho melhor e um patrão que o respeita e lhe dá o verdadeiro valor. A paz é fruto da justiça, profeta Isaias. 32,17.


O primeiro patrão nada colaborou com objetivo da paz e não tem direito de reclamar, foi irracional, usou a lei do bruto, foi indigno de sua espécie e tirano, pois provocou raiva, sentimento de abandono a este empregado que poderia tornar-se violento com a injustiça, porem o segundo patrão restabeleceu o sua autoestima, a confiança, e colaborou para que mais uma célula deste corpo social ficasse sadia, tornando-se uma unidade essencial para agregação do homem.

Armamos nossos espíritos com intrigas, rasteiras, injustiças, desconfianças, covardias, insultos,intolerância,calúnias, o que vocês acham o que vai acontecer , a PAZ???

O conceito de Paz está na consciência de cada um e ações, contudo são sementes que plantadas podem nascer espinhos mortais ou flores, quando nascem espinhos são difíceis de extirpar e prejudicam a todos, no entanto as flores com sua delicadeza e perfume mesmo que caiam algumas, atrairão os mais felizes , anunciarão a primavera e produzirão frutos.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"DE MÃOS DADAS"

"DE MÃOS DADAS"
Rivaldo R Ribeiro
Parece que foi ontem, nós ainda jovens sentimos num momento que era impossível um ficar sem o outro. Olhávamos a nossa frente: um longo caminho que teríamos que enfrentar. O casamento veio com uma linda esperança de felicidade, e atrás dos sonhos em comum seguimos em frente, numa busca incessante.

Já se passaram curtos 24 anos de convivência, você soube compreender meus conflitos, aceitou-me do jeito que sou. Hoje olhando para trás, nossos dias, meses e anos foram belos porque foram vencidos, com certeza nossos elos foram ligados por Deus, e com ajuda DELE superamos e superaremos tudo...

Você se tornou o esteio no nosso lar, uma mansão de oito cômodos. Sempre olha nossos filhos já adolescentes com a magia do seu amor, com um ritual sintonizado com sua fé, sua benção, sua energia amorosa, tornando-se uma mãe querida e protetora...

Quando eu estou errado, você mostra o certo.
Quando vacilo alheio as coisas, abre-me os olhos.
Quando me falta fé, você não deixa Deus esquecer de mim nas suas orações, que quantas vezes vi silenciosa de joelhos no nosso quarto pedindo a nossa proteção.
Sempre a meu lado transforma sonhos possíveis em realidade.Minhas asas são seu amor.
Me ajuda a ser bom. Me ensina a ser honesto. A meu cansaço, a minha fadiga, o seu aceno renovador.A meu nervosismo a sua calma. As minhas angustias, o seu ouvido. A minhas idéias tristes e deprimentes, seu sentimento positivo. Quando a luz do dia chega é a primeira voz que ouço.

Hoje, olhamos para nossos filhos, pedindo as bênçãos de Deus para que encontrem nos seus caminhos alguém que também de mãos dadas com eles, os compreende e os amem, caminhem para o futuro e lá cheguem como nós felizes. É certo que ainda temos muito caminho a nossa frente, agora juntos com eles, a família maior, o amor maior, as esperanças maiores, assim olhamos à frente num ponto qualquer no futuro, e juntos procuraremos nos nossos instantes perdidos, que durante a nossa vida por inexperiência deixaram de ser aproveitados, que agora iremos ensinar a eles.

Uma homenagem a minha esposa, e mãe querida, JACIRA (FIA).



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A T E C E L Ã,Minha esposa

A T E C E L Ã,Minha esposa

Rivaldo R. Ribeiro


Uma artista que não assina suas obras está sentada com um semblante de sonhos e sono tecendo na sala. De forma improvisada com sua agulha como se fosse uma varinha de condão entrelaça os fios de algodão como se fossem fios de ouro, criando trabalhos em forma de folhas, flores, animais, e formas geométricas que serão recompensados com pouca esperança de valores materiais, mas se sente feliz em ver a sua obra terminada, como toalhas, cortinas, tapetes, almofadas etc.

Na loja, o novelo de barbante inerte calado, não imagina no que será transformado quando desce das prateleiras e vai para as mãos da tecelã. Não será mais usado para amarrar pacotes, sabe-se lá com o que dentro. Será transformado na beleza, admirado, enfeitar os ambientes, preencher os vazios, com as formas que a tecelã já imagina em criar, que tantas vezes sem medir esforços acorda bem cedo quando o sol ainda se mexe devagar com o rosto no travesseiro, para que as suas inspirações cheguem mais nítidas, e às vezes sofre por não saberem reconhecer o seu esforço.

-Nossa mãe!...A primeira voz que a tecelã ouve, é sua filha que é já uma poderosa força vital feminina que acorda. Nossa mãe! Que lindo... Este é nosso? A tecelã respondeu que sim... Porém...

Em tempos difíceis a tecelã recorre a força de suas orações e de porta em porta expõe seu trabalho da melhor forma possível, muitas vezes a olhos que nada vêem e não imaginam a profunda fé e esperança que ela depositou naquele trabalho, pois será impalpável esta fragrância divina, mas ela não desiste... Seu caminho é aquele... Logo a frente encontra olhos que enxergam claramente a autenticidade de sua criação...

De volta para casa, a amiga da vida duplica sua alegria com seu sorriso cativante, irá comprar outro novelo de barbante que será transformado em outra obra de arte, e salvo do destino de amarrar embrulhos e pacotes, mas agora é outro momento, deixa a agulha de lado que irá descansar de seu balé, assim volta para seus sonhos: preparar os filhos para irem a escola...

A tecelã não imagina que no seu modo simples e batalhador, é um molde para que seus filhos a seguem no exemplo na construção de seus próprios destinos, que é o fermento que transforma a sua família numa massa homogênea de amor, união e fraternidade, êxito que nasceu na qualidade de sua coragem.

Assim vejo minha esposa (Fia), que Deus um dia me deu de presente, acrescentando nossos dois filhos, e às vezes a incapacidade de entender o que realmente interessa reclamamos da vida...


Meu espírito se compraz de três coisas que têm a aprovação de Deus e dos homens:
A concórdia entre os irmãos, o amor dos próximos, e um marido e mulher que se dão bem entre si. Eclesiástico. 25,1-2.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A fotografia

A fotografia.

Rivaldo Roberto Ribeiro

Num dia desses fui procurar recordações nos meus álbuns de fotografias, e no meio de todas, uma parecia que estava a zombar de mim, eu olhei para ela, e ela olhou para mim com aquela cara de pena mista com zombaria, com um sorriso de satisfação de quem teria conseguido parar no tempo, apesar de amarelada e com um pouco de estrias, retratava-me um jovem adolescente com um sorriso cheio de sonhos: via o mundo com caminhos largos, distâncias e sonhos possíveis de alcançar. Assim buscava na minha memória por onde teria andado, as distâncias vencidas e sonhos realizados, como foi rápido meu amigo...Aquele dia que passei no Salto da Avanhandava, suas quedas, a ponte, o restaurante sobre as pedras, a passarela. Nossos cinemas o São João, o Cine Paroquial, as matines com os filmes do Mazzaropi, os Bang Bangs, o Tarzan, Durando Kid, a minha Ubarana antiga...e por falar em Ubarana que saudade daqueles tempos, era um lugarejo cheio de vida e histórias, um dia eu conto...

As fotografias iam contando os momentos e criando na memória imagens que não foram retidas pelas câmeras, mas que nas conversas de família dos que participaram daqueles momentos mágicos, levam a emoções de sorrisos e lagrimas...

Deixei ao lado as velhas fotografias não gostei do jeito delas, traziam muitas saudades dos tempos já vencidos, e diziam na minha cara que estava ficando velho, e passei a olhar as mais recentes, uma nova fotografia que me retratava como sou hoje: mais velho, com cara de um pouco mais de juízo, porem vencido e cansado pelas tentativas de não discordar, e sempre disposto a não ver defeitos.

Juntei todas as fotografias, e as tranquei na gaveta... Elas sabiam muito de mim...não entanto elas definem o nosso passado que é o que traduz que somos hoje.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 20h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Quem eram eles?

QUEM ERAM ELES?

Rivaldo Roberto Ribeiro

Pela fisionomia do seu rosto imaginava-se que Sr. Pitolomeu Leão era um homem perverso, naquele coração duvidava-se que havia alguma coisa benigna, nos seus olhos via-se uma penumbra aterradora difícil de definir , tinha um sorriso discreto e raro, com sua pouca conversa transmitia a todos um comportamento pouco amigável e afetuoso, quase nada se sabia dele, apenas que era casado com Dona Manuelina , tinham 12 filhos!! ?.E tudo isso levava alguns a conjeturar de um possível passado rumoroso...

Numa manhã um "coitado" fugitivo, não se sabe por que? Ou de quem? De si mesmo? Da polícia ou da mulher? Apareceu maltrapilho na vila , acanhado e com aquele jeito de bêbedo arrependido, foi bater a porta do Sr. Pitolomeu Leão , os espectadores olhavam de longe curiosos prevendo que iria acontecer um medonho transtorno. Alguns pronunciavam desorbitadas sandices, e naquele delírio julgavam que o "coitado" poderia padecer horríveis pavores na mão daquele malfeitor, até agressões de morte.

A porta foi aberta... um rápido dialogo! E o "coitado" desapareceu dentro da casa, todos ficaram apavorados com a possível desgraça que poderia acontecer... A vila toda ficou de sobreaviso! Advertências eram dadas: Se ouvissem gritos, formariam uma comissão e chamariam o Sr. Epílogo Pacifico que tinha sempre soluções finais para estas questões de brigas e juntos tentariam persuadir o Sr Pitolomeu Leão para que não cometesse tal desatino...

A noite chegava, a desconfiança de todos aumentava. Moças com braços cruzados passavam tímidas cabisbaixas, imaginando coisas sobre aquele "coitado", ou outra coisa qualquer natural das moçoilas.... Com a expectativa nem os cães ladravam...Aquela foi uma noite terrível com muitos sobressaltos.

No outro dia, um ou outro passava em frente a casa com olhares oblíquos, e apressavam os passos, pois não queriam levar um tiro ou algum safanão por causa da curiosidade...

De repente ouve-se um barulho e com um empurrão a porta da frente é aberta... Todos de longe olham assustados, uns atrás dos muros; outros atrás da figueira; um passou a cavalo fingindo que nada era com ele; a "mulher" da janela olhava só pela fresta; tinha um também no campanário da igreja; todos imaginavam o "coitado" atirado sobre a areia branca da rua, talvez sem vida ensangüentado, sei lá mais o que?...

Um homem vestido com roupas novas e calçado com botas de couro, vinha de dentro da casa com um sorriso largo no rosto seguido pelo Sr. Pitolomeu e Dona Manuelina (??). Mais de perto se reconhecia que era o "coitado", estava barbeado, limpo e alimentado...O homem do campanário não suportou a surpresa!! Dependurou-se nas cordas e aos gritos tocou o sino com fortes badaladas que se ecoavam até o infinito... Alarmado o povo saiu de trás dos muros; de trás da figueira; a "mulher" da janela voltou a abri-la como sempre observando todos; e aqueles que sempre nunca tem nada a ver com isso ou aquilo, também agora se mostravam, e juntos com todos formaram um grande burburinho, risos, palmas, abraços... As moçoilas formavam seus grupinhos e com suas vozes alteradas falavam todas juntas e todas se entendiam. O Sr.Pitolomeu Leão mesmo sem compreender o porquê do silêncio rompido e de toda aquela algazarra, via que ainda o sanfoneiro com algum receio oculto estava calado, então lhe deu uma palmada nos ombros, assim o sanfoneiro chegou forças nos braços acompanhado pelo Sô Quinzinho do triangulo, e a música embeveceu a todos naquele sacolejo hilariante.

Assim a festa continuou...Até que o sol desconfiado, viesse com um novo dia.



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




UM CASO DE TRÂNSITO

Um caso de Trânsito
RIVALDO R. RIBEIRO
"A pequena história que conto abaixo pode ser trágica, de impacto, porem é uma forma que encontrei para alertar sobre o perigo do trânsito, que nesta semana eu presenciei por duas vezes perigo real de atropelamento de crianças que vinham das escolas, que por uma Providência Divina não ocorreu, evidentemente escolhi os nomes das personagens não convencionais".
A jovem Ostra e um rapaz que se chamava Mar se amavam muito, começaram seu namoro com muitos sonhos, planejavam isto e aquilo, uma casa que fosse pequena, mas confortável, juntaram suas economias e os restantes preitearam o financiamento na Caixa, se sujeitaram a alguns anos de sacrifícios e assim conseguiram quitar sua casa, agora prontos para o casamento, a felicidade era total, o mundo girava em torno deles, assim planejavam a vinda do primeiro filho....
A jovem Ostra então ficou grávida , foram nove meses de expectativas e preparativos: o berço bem decorado a espera do filhote, a pintura nova do quarto etc. Depois da barriga enorme, mal estar natural das gestantes... O nascimento foi lindo, nasceu uma criança que trazia luz para aquela pequena casa, e resolveram dar-lhe o nome de Pérola.
Passaram-se alguns anos, depois dos primeiros passinhos, primeiro tombos, agora tinha que ir para escola, os pais com orçamento apertado ficavam o dia todo fora trabalhando, então Pérola aos cuidados da avó aposentada, tomava seu banho seu café e ia à escola. Dona Ostra sempre aconselhava a pequena Pérola dos perigos das ruas, se pudesse a levava a escola mas tinha que trabalhar, não podia atrasar o chefe não entenderia.
Nos primeiros anos a avó de Pérola procurou leva-la, mas uma artrite a impediu que continuasse nesta amorosa tarefa, e acreditando que Pérola agora saberia conduzir-se nas ruas, ela tinha que encarar os veículos como inimigos fatais.
Mas como toda criança a distração faz parte de seu comportamento infantil, um dia Pérola distraída atravessou correndo sem olhar, não era uma rua perigosa, ali não havia necessidade de altas velocidades, contudo a correria dos que perseguem o inútil não notou a pequena criança, seu corpo foi arremessado ao solo... ferida não conseguia mover-se... ao redor curiosos olhavam aquela situação trágica... o motorista assustado ou covarde evadiu-se... a pequena ali no asfalto quente esperava socorro, uns lamentavam com pena, outros não sabiam o que dizer, outros diziam palavras de ofensas a estes malucos do transito, enquanto isso Dona Ostra e Sr. Mar trabalhavam duro na esperança duma vida melhor a Pérola: melhores estudos, para que quando adulta não sofreria tanto, e sonhavam com uma família que pudesse se reunir com mais freqüência, pois sentiam muitas saudades de Pérola, naquele instante o Chefe aproximou-se de Dona Ostra, agora amável, bem educado, um amor de pessoa! pois tinha que dar a terrível noticia...
No hospital Dona Ostra e o marido num canto calado com o desespero contido pela fé, lagrimam os olhos, sentiam-se sozinhos e desamparados, os sonhos estariam perdidos? Esperavam o pior..as horas eram de angustias terríveis, mas quem tinha o nome de Pérola tinha que brilhar.
As enfermeiras e os médicos corriam pra cá e para lá, e os dois ali quietinhos não tinham coragem de perguntar sobre a pequena criança, pois tinha receio do pior, atravessou-se à noite, já de manhãzinha Dona Ostra num cochilo rápido sonhou com um "anjo" que se aproximava e tinha nas suas vestes brancas um brilho intenso, acordou de repente e viu diante de si a pequena Pérola de mão dada com uma enfermeira: tinha curativos, uns pequenos corte na testa, nada mais...
"Não poderia permitir que nada de ruim acontecesse a esta personagem, mas o nosso trânsito corre este risco, pensem nisso, qualquer um de nós pode destruir um sonho, não devemos encarar os pedestres, crianças ou velhos, como se não fossem ninguém, como se não fossem amados por Deus, pelos parentes, pelos vizinhos, por todos que os conhecem, como se não sentissem as terríveis dores dos traumas de um acidente, e ai??".



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A criança da calçada

(Rivaldo Roberto Ribeiro-
José Bonifácio-SP)

Quando vi aquela criança na calçada, observei que ao seu lado havia uma espécie de vasilha onde as pessoas comovidas, ou com remorso colocavam algumas moedas, imaginavam que assim pagariam suas dividas com sua consciência e com Deus... Ela aparentava três ou quatro anos, barrigudinha, de braços e pernas fininhas, calada, ali encolhida, alheia a tudo, no seu rostinho sujo havia um risco que era o caminho das lágrimas que por ali sempre escorriam, nas narinas as secreções melequentas de algum resfriado mal curado, denunciando o seu sofrimento e abandono... Se sobreviver como estará hoje?

Lembro-me que uma mulher passou por mim ofegante, tinha a barriga grande já mostrava nove meses de sacrifícios, talvez inútil sonhos diante deste mundo brutal, ela olhou para a criança da calçada, sua fisionomia demonstrou pena e pavor...

A mulher tinha um marido, mas não sabia por onde ele andava, a ultima noticia dava conta que ele trabalhava num canavial qualquer neste mundão de Deus, e reclamava muito das condições por lá, mas mesmo assim certo dia ele mandou algum dinheiro que não deu para quase nada, a partir daí não se ouviu falar mais dele, se morreu enterraram por lá mesmo, mas a mulher desconfia que o safado se enroscou com alguma rapariga daquelas bandas...

Neste momento a mulher que olhava para a criança, disfarçou, e num movimento rápido tentou enxugar as lágrimas que teimosas tentavam escorrer pelo seu rosto, balançou a cabeça acomodando seus cabelos lisos e finos, e com os passos devagar e doloridos, caminhava de cabeça baixa olhando o chão sem ver os buracos e pedras, o que ela via era o medo do futuro da sua cria ainda na sua barriga, uma comparação terrível com aquela criança na beira da calçada.

A mulher foi-se distanciando... E a criança da calçada, decepcionada e apática, pois a sua curta vida já tinha lhe ensinado isso, mantinha o olhar distante para o mundo que a recebeu um dia de repente, sem perguntar se queria vir, sem perguntar aonde queria ficar, largou-lhe por ai, mais indefesa que um pequeno animal, porém a estes Deus deu o instinto...

A mulher já distante mostrava-se apenas em uma silhueta, e começava a desaparecer com a tendência no declínio da rua, e assim desapareceu por completo, e a criança da calçada sem esperanças levantou-se e começou seu retorno para mais uma noite de pesadelos junto aos maiores que iriam se juntar na praça, com medo da polícia, do frio, da chuva, e das sombras fantasmagóricas da noite.

A noite foi rápida, a criança da calçada teve sorte, dormiu sossegada, não foi molestada pelos maiores, pela polícia, pelos fantasmas, dormiu e sonhou, teve lindos sonhos, desta vez nenhum pesadelo, apenas sonhos... Despertou com o sol acariciando o seu rostinho sujo, mais um dia na calçada, pedir esmolas aos transeuntes, uns olhavam com desdém ou com medo, outros falavam qualquer coisa inaudível, coisa boa não poderia ser, ou se fosse era apenas de pena e de longe jogavam algumas moedas, e a criança da calçada barrigudinha, ficou ali de cabecinha baixa, não tinha coragem de olhar para o alto, nele estava seu futuro...não via nada...

No entanto a noite para a mulher da barriga grande, foi difícil, veio a dor do parto, seu barraco pobre não tinha quase nada, tentou não gritar, mas foi impossível, ouviram...Correram para socorre-la. A cidade lá embaixo brilhava como nunca, uma brisa suave corria entre as ruelas, e seu presente chegava, um lindo menino forte como nunca se viu, todos sorriam, alguns choravam emocionados, andavam para cá e para lá, e a noticia corria que a criança da mulher havia nascido, um menino que prometia ser valente...

Assim que se passaram todos os atropelos do parto, logo de manhãzinha a mulher desceu a rua devagar, outra esquina, subiu outra rua, e tornou a descer, a descer...E a criança da calçada de repente sentiu que pegaram na sua mãozinha, devagar, suave, era a mulher da barriga grande, com o filho no colo e disse-lhe com sua voz amorosa: - Vem... Vamos...(



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h55
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O MENINO DEFICIENTE

 

Rivaldo R. Ribeiro (José Bonifácio-SP)

  

Já era noitinha, o menino enfiava o pé pequeno e defeituoso na sua alpargata, e ia pela praça dando seus pulinhos para resguardar seu pé dolorido ou tentando disfarçar a sua anomalia, e dessa forma chegava à casa da bondosa dona Diná para assistir televisão, pois havia poucas casas com aparelhos de TV naquela época, lá ficava quietinho num canto junto com outros meninos vendo os filmes de bang-bang, aventuras, policiais etc. ele não entendia muita coisa, mas o mundo naquela telinha o divertia, o deixava curioso, o levava a sonhar, a questionar sua vida e imaginar o que havia além dos seus horizontes...

  

Outras vezes quando ele machucava seu pé deformado ele saia pulando até a casa mais próxima, do Sr.Nelson, onde também havia um aparelho de TV, ali já tinha sua cadeira cativa no canto na sala, lá ele ficava como sempre, quietinho, só lembravam da sua presença quando ouviam a sua gargalhada repentina, por causa de alguma cena engraçada da TV.

  

Além de ver televisão, o menino às vezes aventurava-se a procura de algum tesouro num deposito de sucatas. Ia escarafunchando até encontrar o que mais lhe interessava, livros de aventuras, Gibis, romances, jornais e revista velha, quantas novidades ele foi desvendando, imaginem um dia ele encontrou um livro em espanhol que dava dicas de como fazer um parto, outro sobre o primeiro transplante de coração, e assim foi se alimentando de conhecimentos que outras pessoas jogavam no lixo.

  

Ainda era criança o seu estado físico não o incomodava, brincava, tentava jogar bola, mas se outro menino o acertasse no tornozelo deformado as dores vinham, e saia mancando ou pulando, sentava num canto e por lá ficava choramingando até se recuperar... E depois devagarzinho e teimoso ia novamente a se arriscar no meio da molecada...

  

A sua dificuldade de caminhar o levava a um sonho: um dia ganhar uma bicicleta, mesmo contra a deficiência causada pelas seqüelas da poliomielite: atrofia muscular na perna direita, o problema no pé e as opiniões dos pessimistas ele tentou... Tentou... Tentou... E assim um dia em cima duma bicicleta emprestada apoiando-se nos muros, ele conseguiu equilibrar-se e com a perninha esquerda foi levando os pedais rua abaixo... Até hoje vem a mim as recordações da festa e da torcida das outras pessoas, para que ele continuasse a pedalar...

  

Com a morte de seu pai a sua vida iria tornar-se muito difícil... Sua família agora resumia na sua mãe e uma irmã mais nova, outros parentes distanciaram-se... Cada um tinha sua vida (!!!).

  

Sempre pelos cantos lendo seus velhos livros, alguns o rotulavam de "boboca", outros se referiam a ele como um menino "problema" porque quando seu interior chorava e o seu corpo tremia, achava consolo debaixo de alguma cama da casa e junto com as aranhas, pares de chinelo, pinicos, envolto no seu silencio adormecia.

  

À noite ele ia para uma praça próxima a sua casa e lá ficava em volta do carrinho de pipocas e doces, com aquele olhar "comprido e vítreo" por causa das lombrigas agitadas, com seu jeitinho de moleque travesso ficava ali como quem não queria nada. Uma vez ou outra temendo que estivesse cometendo algum delito ele pegava desconfiando o que caia no chão, até que o pipoqueiro ou alguém lhe dava um maço de pipocas ou amendoim, assim ele saia pulando sentava num banco da praça e lá ficava com a consciência tranqüila comendo sossegado.

 

 CONTINUA...



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O MENINO DEFICIENTE...CONTINUAÇÃO....

Chegava o tempo das aulas... Agora nas manhãs o menino começava enfrentar o mundo... Ia para a escola e ficava encolhido num canto até à hora do "sinal", assim em fila com outros alunos iam todos para sua classe, escolhia sempre um dos últimos bancos... Preferia ficar sozinho tinha pavor de ser descoberto, e quando as abordagens aconteciam com aquelas perguntinhas inocentes ou maldosas o menino não respondia, porque na sua visão já se via diferente de outros meninos, e não tinha encontrado nada em si que poderia complementar as suas limitações.

 

 

Assim o menino já começava a penetrar nos mistérios da adolescência, a imaginar coisas intimas que logo de inicio se excluiu, pois o julgamento de si próprio era terrível, se enxergava roto, torto, desordenado, e não encontrava alento para que isso se resolvesse. A inocência que antes era a sua armadura contra o mundo foi-se quebrando, e o mundo escolar começou a representar para ele um lugar de tormentas e aflições.

 

 

O único sentido na sua vida além das curiosidades nos livros encontrados na sucata, era a uma velha bicicleta que ganhou da sua mãe. E pedalando com a força da perna esquerda corria pelos arredores da cidade em companhia de seu periquito que adorava ficar agarrado no guidão ao sabor do vento, buscavam nos campos outros seres viventes que apenas lhe traziam suas plumas, suas cores, seus cantos e nunca lhe perguntavam por que não caminhava direito? Num destes passeios o menino encontrou um passarinho com uma asa ferida, colocou a sua mãozinha sobre a ave pediu a Deus e disse: "voe eu te ajudo" e o passarinho voou... A graça do passarinho entre os galhos se desfazendo do medo, despertava no menino um misto de ternura e companheirismo, o bichinho havia encontrado ajuda... Em vôos curtos ia para uma árvore, outra árvore, e fugiu para a floresta...

Completava 13 ou 14 anos, órfão de pai foi obrigado a trabalhar num escritório de contabilidade, o escalaram para os serviços externos, uma tarefa incompatível com sua realidade física e psicológica, porque fizeram isso? Por que há pessoas que não compreendem as dores alheias? Talvez porque não compreendem coisa alguma... (Sei que parece mentira, ficção para ilustrar esta história, mas deu-se exatamente assim e com maiores detalhes.) A morte passou pela sua mente muitas vezes, mas não daria esse prêmio a eles, não mereciam este sacrifício...

 

 

Já não usava mais as alpargatas, neste tempo o menino já calçava botas improvisadas como se fossem ortopédicas. E no pé deformado ele colocava varias meias e apertava bem os cadarços assim aliviaria as dores que sentia no tornozelo... E pelas ruas pedalando com a perna esquerda ia e vinha com papeis, dava recados, fazia cobranças, pagamentos nos bancos, percorria as repartições, fazia amizades, aprendizagem sobre a sua existência, descobria que havia homens doidos e homens bons, e cada um deles apontava um caminho. Descobria que havia o caminho das pedras e das flores,e cada um deles levava a um destino.

 

 

Destino... Eis que cruza na rua com um amigo que não sabia que existia... Sr. Armando aproximou-se do menino, não perguntou se lhe doía à perna, não perguntou nada, apenas se queria trabalhar no seu escritório e a função era apenas interna, teria sua mesa e seu espaço e novas oportunidades.

 

 

E assim começou seu destino em cima da sua bicicleta pedalando com a perna esquerda, agora apenas para ir ao novo trabalho... Até hoje que não se lembra do menino deficiente, é só descreve-lo, aonde anda pelo mundo?

 



Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




DONA DEOLINDA...

DONA DEOLINDA: UMA MEMÓRIA COM CARINHO. (Rivaldo R.Ribeiro)


Falar sobre Dona Deolinda M. Cândida exigiria um grande conhecimento literário que não possuo. Contudo o tempo vai passando e nós, os sentimentais, cultivamos a nostalgia. Foi por isso que me lembrei de Dona Deolinda, personagem importante presente na minha tão distante infância. Uma lembrança doce e especial que, ainda hoje, minha memória reflete sua voz compassada, conciliadora e compreensiva. É uma lembrança de ternura que soa como melodia suave, com seu carinho envolvente e sincero afeto.

Casada com o Sr. João V. dos Santos teve 21 filhos. Ela chegou a Ubarana em 1.902 e, em 19l3 seu pai e seu irmão fizeram a doação do patrimônio para a vila, onde se casou com João no dia 12 de outubro de 1916. É, portanto uma entre os fundadores daquela cidade.

Procuro na memória, consulto parentes, pois foi em fevereiro de 1957, quando eu ainda tinha um ano e alguns meses, que tudo aconteceu. Meus pais lutavam duro no seu pedaço de chão, nos arredores de Ubarana. Com seu esforço sobre-humano desmatavam os campos manualmente para o plantio da roça, mas sempre encontraram nos Virginios, seus vizinhos e amigos, o companheirismo, característica do camponês daqueles tempos.

Viu-se, então, um surto de pólio, levando algumas crianças à morte e deixando outras com seqüelas irreversíveis. Uma situação que atestou a sabedoria e o carinho maternal de Dona. Deolinda. Quando, de uma visita que meus pais sempre faziam a seus vizinhos nos fins de tarde, ela constatou no meu desfalecimento repentino os sintomas da terrível doença, e alertou com veemência meus pais para que procurassem orientação médica.

Com a suspeita confirmada os sonhos de meu pai desmoronavam ali. Homem simples via a realidade diante dos olhos, a possibilidade de perda de seu primeiro filho homem. Uma tragédia para um camponês que via no filho a extensão de seu espírito caboclo, que tinha no campo seu único meio de sobrevivência.

O diagnóstico antecipado da doença alem de salvar-me a vida, tornou-se possível à redução das seqüelas da doença.

Hoje, imagino-a sorrindo quando me via, criança solta pelos campos, a cavalo, livre, feliz, realimentando as esperanças e os sonhos de meu pai, que me chamava de forma carinhosa de "coronelzinho", apelido sugestivo conforme seus ideais.

Hoje o capricho do destino fez que um de seus filhos, Dito do Posto de Saúde confirma o que Divino Mestre nos ensina sobre os bons frutos, pois ele participa da magia da imunização de tantas outras doenças, entre elas, a pólio.

Dona Deolinda e seu João já falecidos Ficaram na minha memória como personagens importantes na aventura da minha existência.




Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 16h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




hOJE...

Hoje acordei... E comecei...
Rivaldo R Ribeiro

Hoje acordei um pouco cansado, a vida e seus problemas às vezes nos derrotam, olhamos pela janela, a rua, as pessoas iam ou vinham de algum lugar, da Igreja, da Feira, da casa da mãe ou da sogra, dos filhos casados e lá também às vezes existem problemas que hoje parece que são maiores, todos querem ocupar o mesmo espaço, o esposo não consegue ocupar seu espaço de marido, a esposa o seu lugar de mãe, os filhos os seus lugares de filhos, enfim parece que estamos vivendo um momento de transição na família que espero seja para melhor, porque se a família não existir na vai existir o "ninho", e ai?
Qual galho os filhotes irão morar, qual caminho irão tomar e que destino irão chegar.

Ligo a televisão, besteiras, fazendo justiça já existem alguns canais que nos leva a refletir a pensar, não apenas a sentar diante da poltrona e ficar hipnotizado, na política, bem... Eles brigam por um cargo a qualquer custo, rasteiras de todos os lados, será que patriotismo? Ou será atrás de vantagens? Será vaidade? Será amor nas pessoas? Sei lá o que pensar deste mundo, só sei que brigam muito...



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 16h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




INTELIGÊNCIA

  INTELIGÊNCIA.


(Rivaldo R. Ribeiro)

"Reconheça, aceite e ofereça seus limites, mas também suas qualidades. E você possui muitas. Não é verdadeira humildade julgar-se humanamente mais desprovido que os outros". Michel Quoist.

"É Ele quem faz mudar os tempos e as circunstancias; é Ele quem depõe os reis e os enaltece; é Ele quem dá sabedoria aos sábios e talento aos inteligentes". (Daniel 2,21)

A teoria de que existem pessoas mais inteligentes entre umas e outras não é verdadeira, a inteligência está muito acima da nossa compreensão e é difícil de ser explicada porque é dada por Deus. Quando julgamos que uma pessoa é superior por causa da sua inteligência não estamos considerando que existe um diferencial na sua formação, na sua vida, condições familiares, econômicas, condições de saúde, portanto e um julgamento equivocado, pois nascemos todos iguais: nus e chorando, e assim continuamos por toda vida se não olharmos com convicção para o nosso interior, nossa fé espiritual e a sabedoria de cada um, seus talentos.

Poderemos ser profissionais altamente qualificados, mas isso não quer dizer que somos mais inteligentes, e sim que fomos bem programados para aquela determinada profissão. Por exemplo, se atribuirmos uma tarefa diferente da formação deste profissional, mesmo que ela seja simples na concepção de outros profissionais de outras áreas é provável que este profissional não consiga efetuar esta tarefa.

Somos providos de dons objetivos e subjetivos, o objetivo tem que dar uma olhada no subjetivo para que haja equilíbrio, para que a objetividade não transforma estas pessoas em insensíveis zumbis, desprovidos da nossa energia principal: a sabedoria. O subjetivo aparece mais entre os artistas, poetas, escritores de ficção, religiosos (vejamos as pessoas com graves problemas mentais internadas em hospícios, classificadas sem inteligência alguma, muitas delas é capaz de pintar quadros de alto valor artístico). O objetivo aparece mais entre os que são mais propícios a cálculos, a ciência, pesquisas, a lógica etc.

Entretanto não devemos esquecer de outro tipo de inteligência: a inteligência espiritual, que aumenta os horizontes das pessoas, as torna mais criativas, e manifestam a necessidade de encontrar um sentido para a vida. Hoje vivemos em uma cultura espiritualmente incapaz, perdendo o propósito na vida, perdendo razões para desenvolver valores éticos, uma cultura materialista longe da espiritualidade, longe de Deus.

Assim uma pessoa que possui a inteligência espiritual, tem a sabedoria da vida, está sempre inspirada pelo desejo de servir. É responsável por uma visão de valores mais altos, são pessoas que estão preocupadas com o meio ambiente, a comunidade, com a religião, com o pensamento em Deus e no Seu amor, sabem lidar melhor com as emoções e tem uma visão bem ampla do mundo. Quando a gente tem fé, agente vê o invisível e consegue o impossível, porque sem a supremacia do espírito o homem cega a sua inteligência, e transforma a sua liberdade em libertinagem, embrutece a sensibilidade, já não é mais homem é um animal perigoso, vejam o mundo.

Portanto o sentimento de superioridade pertence aos insensatos e estúpidos, porque quem acha que sabe tudo, não sabe nada, esqueceu-se do por que e da busca. Adolfo Hitler acreditava que iria dominar o mundo, não dominou. Cristo refez o homem com sua humildade e espiritualidade, São Francisco de Assis no inicio era considerado louco, e hoje todos nós o amamos pela sua extraordinária lição da perfeita alegria através da Fé, qualquer pessoa é muito inteligente com os dons e talentos que Deus lhe deu que são atribuídos a todos sem distinção, nem mais, nem menos (Mateus 25,14), pode ser que você esta fora de seu contexto profissional, isto não quer dizer que você é pouco inteligente, não se deixe dominar pelas mentiras das inteligências artificiais, procure desenvolver a sua inteligência espiritual, ela vai te ajudar a olhar para dentro de si mesmo e a ver o mundo de forma diferente, mostrar um caminho sólido baseado na verdade, perseverando sempre em busca dos seus sonhos, não deixe que sua vida seja semelhante ao um lago sujo de algas e poluição, onde a luz do Sol não possa entrar...



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 16h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ESCATOLÓGICO

ESCATOLÓGICO

Uma angustia súbita apertou-me o peito, abri a janela, o sol avermelhado parecia envolvido por uma poeira cósmica. Os ventos não tinham direção, as birutas indecisas rodopiavam para todos os lados, ora estava a sudeste, ora a nordeste, ora girando no próprio eixo como seu vento vinha de cima e ou de baixo com a força vertical.

Os pássaros que voavam no céu eram apenas pontinhos negros, porque ao longe não se podiam distinguir as cores, junto iam as galinhas com seu vôo pesado, até o João de Barro abandonou a sua casinha... Todos voavam numa mesma direção em formação harmoniosa, assim se foram desaparecendo no horizonte...

Os cachorros sempre alertas a tudo murchavam as orelhas uivando com as caudas entre as pernas, e com olhar de despedida iam junto com outros animais que em manadas corriam todos na mesma direção dos pássaros, aos poucos a natureza silenciava.

Apenas os peixes continuavam nadando rio acima, ou rio abaixo, nos mares ou oceanos, porque também eram como os racionais, "o grande" comia os pequenos, e por causa dessa peleja não percebiam que os rios estavam morrendo, que as águas estavam ficando turvas, que suas vidas corriam risco, e tarde demais só lhes restariam as "margens"...

Nas ruas as pessoas corriam apressadas perseguindo algo que nunca encontrariam, e não percebiam as mudanças no mundo, com isso o perigo do progresso humano que os faziam julgarem-se inteligentes, mas não sábios, correndo o risco de esquecerem-se de Deus.

Assim como sempre os últimos a perceber o que acontecia em volta de si, agora percebiam, doenças misteriosas e incuráveis pipocavam a todo canto, olhavam os céus assustados e não entendiam se aqueles eventos eram cósmicos ou messiânicos, e descobririam sua pequenez diante do universo: um ao lado do outro, os inimigos, os pobres e os ricos, aquele um e aquele outro, os de pouca idade, os de muita idade para cá ou para lá, os que viviam brigando por quase nada, ou por nada, descobririam que as fortunas ou suas tecnologias arrogantes e escravagistas não teriam importância diante do caos...

Aquele desespero generalizado e incontrolável fazia luz nas suas cegueiras, enquanto isso os animais iam todos para o horizonte, voando, andando, todos tranqüilos em ordem. E eles os racionais indagavam-se, uns pela primeira vez, outros já o tinham feito porem somente a si próprio, alguns sentados no chão com o rosto entre as mãos abandonavam-se porque tudo parecia perdido, seria o fim...?

Na natureza agonizante morria as flores e o verde, as cores foram sumindo, agora todos relembravam da sua beleza diante daquela imensa feiúra, e eles como os reis tiranos dominaram e ficaram sozinhos, agora fracos e a centenas ajoelhavam-se aos gritos:- "Meu Deus" - e desabavam-se um nos braços dos outros, haviam compreendido! Um vácuo nas suas lembranças _ e tudo teriam reiniciado...

Assim no horizonte, um pequeno ponto denunciava a volta de um pássaro, depois outros, os cachorros voltavam latindo abanando as caudas, e as manadas de outros animais. O verde foi rebrotando, uma flor? Olhem uma flor, mais e tão pequena!O céu voltou a ficar azul, as nuvens já pontilhavam aqui e acolá e uma nova terra nascia com sua brisa suave sem o cheiro acido e seco... Ouvia-se o murmúrio de um riacho, cânticos de felicidade ouviam-se de todo canto.

Nosso Senhor Deus havia devolvido nosso presente, MAIS UMA CHANCE.
"Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hebreus 13,5)



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"MENDIGO"

  

"MENDIGO"

(Rivaldo Roberto Ribeiro - José Bonifácio-SP)


I

Caminhante de si mesmo...
Só desperto à sobrevivência,
Instinto que a realidade dura não subtrairia...
Olhar profundo e distante,
Livre por conseqüência...
Vítima de seus iguais...

Caminhante de si mesmo...
No mais profundo abismo...
À deriva e arrancado da sua âncora...
E nas vagas ondeantes, velejava sem ânimo,
movendo-se conforme o vento...

No horizonte, sozinho já no último plano,
Uma imagem confusa que parecia flutuar sobre o calor do asfalto,
ia para o destino de um mundo já perdido...
De companhia: a lembrança das suas feridas intima.
Ninguém? Foi o que vi?
Desnudo fiquei...
Adormecido!?
Acordei...

Seu crime: nunca foi capaz de fazer mal a ninguém,
Nunca soube trair,
Nunca soube roubar,
Nunca soube corromper,
Perfeito num mundo imperfeito...

Quem somos, porque não nos reconhecemos?
Quando somos arrancados da hipocrisia...
E nos mostramos como somos...
Fracos e dependentes uns dos outros...
Então porque ignoramos a nós mesmos...
mesmo abrigados lá estamos e sofremos com isso...

Num momento estamos aqui... E o futuro?
Futuro distante da nossa certeza,
Que a nossa arrogância encobre nossa fragilidade,
Encobre nossa desunião...

II
Sinto uma gratidão imensa...
Deus quis que eu ficasse do lado de cá,
Nem rico , nem pobre,
Nem pobre, nem miserável...
Mas ancorado em porto seguro...


 



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 20h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A MESA

 

 Rivaldo Roberto Ribeiro (Jose Bonifácio-SP)

 

Nem sei em que estava pensando naquele momento, estava na sala em frente à TV vendo não sei o que, mesmo que estivesse prestando atenção nada havia mudado.  Quando de repente notei que olhava para algo de pernas compridas e finas, e sobre ela uma plataforma retangular. Entretanto muitas podem ser redondas, quadradas, ovais, triangulares, tortas, retas, pequenas, grandes, curtas, cumpridas, com cara de séria que nos mete medo, daquelas que dá vontade de sentar em volta tomar um cafezinho, comer uma leitoa assada, um frango ao molho, pobres animais!!!  Ou sair correndo de medo, ou torcer para nunca chegar perto de uma, você pode pensar que sou maluco, mas estou falando das mesas.

 Umas nos dão medo: mesa cirúrgica. Outras estragam a nossa vida: mesa de bar para um alcoólico. Enfim são de tantas utilidades e para diversas ocasiões.

 

Mas naquele momento a mesa que eu via, era a nossa mesinha da cozinha... Da nossa casa pequena e aconchegante, nossa mansão de oito cômodos...

 

Comecei a imaginar nos anos que ela estava ali, quantas histórias foram criadas ao seu redor nos almoços de domingos, quantos deveres de escola foi concluído sobre ela.

E as comemorações, ah que saudade!!! Dos natais, ano novo, aniversários das crianças, tempos alegres, tempos abundantes, outros nem tanto.

Velha mesa o que você tem para nos contar e nos confortar no dia de hoje? Hem?

Lembra daqueles tempos difíceis que nós aos domingos nos alimentávamos com algum franguinho de promoção...

Lembra daqueles natais pobres, porque a nossa experiência de vida não tinha ensinado ainda o que importa numa ceia, era o amor, a paz, e a lembrança do menino Jesus, e isso nós sempre tivemos de sobras.

Nem tudo foi triste, aliás, nada foi triste, quanto banquete você amparou nossa velha companheira, quantas vitórias você representa!!! Amparou nosso alimento, ajudou as crianças a escreverem, ajudou nas minhas decisões todas acertadas porque senão não estaria aqui com essas lembranças.

Ah grande amiga!!! A vida melhorou, mas juro fique tranqüila você nunca vai perder seu posto, afinal você é de madeira nobre e igual a você não existem outras, as que existem são apenas belezas exteriores, não confio nelas: por dentro são todas falsas, nunca usaria para trocar uma lâmpada que quantas e quantas vezes você serviu de escada.     

Os tempos passaram... As arvores mudaram de lugar... As pedras... Alguns rios não existem mais...

Velha mesa da cozinha... Que santuário. Nunca havia pensado nisso.  

-0-

Amigo leitor me perdoe por algum deslize nas regras gramaticais... Se é que sou capaz de escrever corretamente... O amor é cego não conseguo enxergar os erros... Talvez outra hora.



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 20h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O CAMINHO

O CAMINHO. 

Rivaldo R. Ribeiro                                                              

Em frente aos meus olhos: a vida mostra-se bela, como um palácio encantado e misterioso, uma musica com uma melodia suave traduzia que lá está tudo bem e feliz, que não existe problemas...

 Um outro mundo que se forma na minha imaginação, uma distancia que parece curta, de conquista imediata, um abstrato na visão, uma ilusão de ótica que não considera as curvas, aclives e declives para chegar ao destino, parece uma linha reta como se fosse possível flutuar sobre os acidentes deste terreno. 

Estou aqui imaginando do lado oposto ao ponto final, mas como chegar até a ele se entre mim e ele existe a luta contra o mundo, que sempre nos impede com suas sombras? Sonhar nos leva a realidade, mas para que isso aconteça além de vários atalhos, teremos que construir muitas pontes, atravessar pântanos, abrir trilhas no meio da mata, desviar dos monstros azuis, verdes, vermelhos, de todas as cores e maneiras, coisas que sempre interpõe a nossa frente e impedem de realizar a travessia.                                                                                       

A coragem só manifestava-se enquanto transcorria “o inverno”, quando os caminhos estavam bloqueados e com isso nos davam as desculpas para o medo e a covardia de ir em frente, e os sonhos que vinham com força e entusiasmo ficavam adiados...

Porem ao iniciar-se a “primavera” escancarando as portas do mundo, quando as plantas começavam a reverdecer e as flores perfumarem ao vento, o sol dando energia à vida. Os sonhos da liberdade chegavam com suas angustias, e o medo do caminho voltava a aniquilar-me, olhava a imensidão a minha frente: não tinha dado nenhum passo, não havia descido nenhum degrau a frente da porta, não conhecia a emoção do começo, apenas escravo e servidor do cotidiano do mundo com suas fronteiras. Buscava segurança em vez de coragem...

Continuarei assim esperando? E a vida é como as vagas do mar revolto, sacode o barquinho, leva para cima e de repente despenca das alturas, é uma montanha russa desgovernada... Meu Deus! São coisas que não tenho controle? Ora, Ora!!! Mas ela está nas minhas mãos e sou seu timoneiro... Então porque não seguro com força e coragem, preciso dela para travessia...

Reúno todas as forças... À frente no horizonte, o palácio encantando não está tão longe assim...Percebi que alguns medos já não os tenho mais: assim sem querer já atravessei boa parte deste longo caminho, já deixei para trás os pântanos, as pedras, as pontes, e de longe olho as relíquias do passado que são tesouros bem guardados num cofre sem segredos, no entanto continua com a porta fechada e estão escondidos pela superficialidade que encobre a sabedoria que se manifesta tímida, com medo das incredulidades...

Para quem quer chegar não deve desconhecer que as trilhas de conquistas não são caminhos retos, no entanto seguindo os sinais dos que já atravessaram, eles não se ferirão nos espinhos, não se atolarão nos pântanos, e as pontes já estarão construídas. E chegando ao destino só tem que mudar as cores das janelas e regar as flores, para que o sonho continue...

 



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 19h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




NÃO SER O QUE PENSAR!!!

Não sei o que pensar!! Autoria : Gabriela do Amaral Ribeiro


Planeta por que estas assim?
Por que não estas mais alegre?
Por que vive chorando pela guerra?
Porque o homem mata seu reflexo?
Porque a vida não é mais vida?
Porque os pássaros agora são poucos?
Porque só se ouvem lamentações?
Porque esta com tentos problemas?
Porque nascestes assim?
Por que a morte esta tão perto de todos?
Porque não se tem mais saúde?
Porque até a água esta escassa?
Por que os animais estão fugindo?
Porque tem gente que se mata?
Porque as coisas são tão difíceis?
Porque há tantos roubos?
Porque?
Porque tem gente que não se preocupa com o próximo?
Porque famílias estão desmoronando?
Porque Há terremotos?
Porque o clima da Terra esta mudando?
Porque?
Porque há fome?
porque existe armas?
Kara!!!!
São tantas perguntas q não há respostas....
Mas sempre são vistas como acontecem..
Mas qual a razão????
Ninguém sabe!!!



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A VIDA

A Vida
Gabriela do Amaral Ribeiro.

Nem sei mais o que fazer
Nem sei mais para onde olhar
Acho que estou perdida
Ou tendo alucinações
Porque não era assim...
Almas solitárias vagam por aí...
Em busca da vida...
Que logo já será tirada
Por um mesmo animal do seu porte
A música que é tocada por um conjunto de armas
O mesmo tom, o mesmo resultado, tudo é igual por aí.
E o resultado sempre é horrível.
OH!E as crianças são o futuro do país! !
Essas já com 10 anos de idade já carregam o ódio no coração
E uma arma na mão...
Gestos de bondade...Só em novela
Já ta tudo encenado
Misericórdia?...É uma palavra, não uma ação...
Sorrisos...Amarelos, é claro.
Paz... Está em falta.
Sofrimentos... Em alta.
Poucos lutam para tudo isso melhorar...
Muitos desistem...
A escuridão vai tomando conta!
Mas eu acho, que sempre, por mais que pequena,
Existe um fecho de luz...
E não há coração de pedra...
Nem sangue azul...
Nós que causamos tudo isso...
Agora temos que agüentar...
Não sei até quando...
Mas não podemos só por culpa nos governos..
Nós também somos culpados.
E a vida?Vai ser extinta?
Ela foi amada, por um dos maiores seres da Terra.
Que pregava a justiça, dignidade, paz, amor...
E nós pegamos isso e jogamos no lixo...
Quem não quer guerra?
Nós que a criamos
Quem não quer sofrimentos?
Nós os criamos...
Quem não quer vida?
Nós !!!
Mas a tiramos de nosso irmão!
E a nossa!





Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h39
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




COISAS SIMPLES

 

COISAS SIMPLES
Gabriela Ribeiro

O som das palavras quando saem da boca...
O som dos pássaros quando saem em busca de um ninho...
O som dos instrumentos quando são tocados com amor...
O som dos mosquitos atrás de um bocado de açúcar...
O som dos cães quando ladram...
Das abelhas...
Das pessoas quando andam...
É... isso é a natureza...
Se você ainda não percebeu,
Que as coisas mais simples
É que fazem a vida melhor?



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O SONHAR

 

O sonhar.

Gabriela Ribeiro

É belo o sonhar...
É belo o viver...
pois o viver é um sonho
O sonho da felicidade
O sonho do amor
Fazer o bem com o sonhar da alegria
de um dia poder viver sem dor...
A tristeza, as vezes, a gente tenta esquecer
pois ela nos machuca por dentro
A felicidade...
AHHH!!! A felicidade a gente corre atrás!
Mesmo que um dia a esperança acabe...
Os sonhos estão dentro de nós
Nos deixando com um espírito mais leve
Viver sonhando...
É sonhar com a vida...
Bela é a vida cheia de sonhos...





Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




VELHO AMIGO

 

Rivaldo R.Ribeiro(José Bonifacio-SP)

 

Carro velho, além dos problemas mecânicos que podem deixar a gente a pé em qualquer lugar, existe outros de pequena importância, mas que nos deixa com raiva e de cabelo em pé, entretanto às vezes é hilário.

Eu vi numa manhã uma cena que era uma verdadeira luta dramática de um proprietário desses velhos “amigos”. Imagine!! O pobre homem lutava para abrir o bagageiro do seu “amigo”, ora a chave não entrava, e quando entrava não abria a tranca, e depois de muitos safanões e socos no já surrado “amigo” ele conseguia abrir a tampa.

Bom! Colocou os objetos no compartimento que era seu primeiro objetivo, as compras do supermercado, ferramentas etc. tudo arrumado... Agora chegava o momento de trancar outra vez o bagageiro, ergueu a tampa juntou todas as forças e tentou uma vez... duas... três... e nada de trancar, colocava a chave girava outra vez e fazia o teste e a tampa abria...

Aflito  já com a paciência esgotada, força física diminuída pela exaustão, e um pouco encabulado, pois já percebia que atraia a curiosidade de alguns debochados que a certa distância com sorrisinhos maliciosos murmurava alguma coisa depreciativa ao carro ou ao seu dono teimoso...

Mas na ultima tentativa, com todas as forças restantes, paciência restante, pensamento positivo... E o estrondo...  E enfim o teste: bagageiro trancado, entrou no lugar do motorista deu partida, o motorzinho ainda funcionava que era uma beleza, e partiu com seu velho “amigo” prometendo-lhe uma conversa séria junto com algumas marteladas e ajustes já feito aos milhares para novas aventuras.

Mas eu fiquei sabendo cá entre nós ali por perto, que o dito proprietário não vendia seu “amigo” por valor algum... Que o já havia reformado por várias vezes, estava tudo novinho, pneus novos, motor, só tinha essa mania de não querer fechar as suas portas ou de vez em quando abrir de repente. E isso sempre acontecia a ponto que um dia de domingo num passeio no campo a porta do passageiro abriu e sua companheira caiu para fora no meio de uma poça de lama, e a pobre senhora ficou furiosa, esbravejava, xingava de tudo exigindo a troca do brutinho, no entanto depois da raiva diminuída, banho tomado, desistia...Para que vender o velho “amigo”,né? Teria que comprar um “desconhecido” que talvez não abrisse as portas nunca... Assim é a vida, as portas fecham, entretanto também elas abrem...

                             



Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 08h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Número de visitas :

 













SLIDES-PPS
Peça gratuitamente



Categorias

Todas as mensagens


Avaliação

MENSAGENS & REFLEXÕES

P O E M A S,ARTE E PINTURA

Opiniao/Noticias/Curiosidades

Pensamentos/Provérbios/Piadas

FICÇÃO/CRÔNICAS...



Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL-O melhor conteúdo.

 BOL - E-mail grátis

 KLAXON1922-RODRIGUES BOMFIM( POEMAS)

 BLOG DA TV CULTURA

 BLOG OFICINA DE ESTILO-DE MODA

 BLOG LINO RESENDE(Vários temas)

 BLOG PENSANDO E RABISCANDO

 BLOG POEMAS DA GABY

 Blog do Pedro Freire Filho

 BLOG Clevane Pessoa-Aqui,desde Fernando Pessoa e eu,outras pessoas...

 PROFESSOR DE FILOSOFIA-BLOG

 BLOG DO CONSA(Textos literários e crônicas)

 BLOG FABIO CAVALCANTE

 AJUDA BRASIL

 OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

 ALMA DE POETA

 REDONDILHAS Poemas de MARIA DA FONSECA

 APRENDIZ- GD

 IBAMA

 O QUE FAZER COM O LIXO

 FLÁVIA, VIVENDO EM COMA...

 SOMOS IGUAIS

 RELEITURAS-"Os melhores textos dos melhores escritores"

 TV CULTURA/PROVOCAÇÕES

 HISTORIANET,a nossa história

 FOLHA ONLINE

 PORTAL LITERAL-A Literatura Brasileira na Internet

 BLOG PENSAMENTO LIBERAL

 GREENPEACE

 WWF-Brasil

 Prá Nós- SITE

 Sérgio Prata-Artista Plástico

 RECANTO DAS LETRAS

 IPHAN- Instituto do Patrimônio Histório e Artístico Nacional

 USINA DE LETRAS

 TV CULTURA

 MOMENTO DE REFLEXÃO

 DICA DE TEATRO

 CAMPANHA DA NÃO-VIOLÊNCIA À MULHER-UNIFEM

 "ATITUDE CRISTÃ"

 ALDEIA MUNDUS( Meio Ambiente)

 BIBLIA ON-LINE

 SÃO FRANCISCO DE ASSIS

 BBC-Brasil

 (VÍRUS)-FRAUDES NA INTERNET - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.

 OLHAR DIGITAL ( Mundo da tecnologia digital)

 DOMÍNIO PÚBLICO-Biblioteca digital

 GRAMÁTICA ON-LINE.

 VI O MUNDO por Luiz Carlos Azenha

 AGENCIA CARTA MAIOR-(Noticias,artigos,opiniao)

 Centro de Midia Independente

 Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

 ESTAÇÃO SOL(Blog do Cáspio )

 Amor Em Verso E Prosa

 Renata Luiza Fotografias

 BLOG TEATRO- Cacilda da Folha Online

 PENSAMENTO POSITIVO(Pensamentos,Reflexoes, Metáforas)

 BLOG SERGIO RICARDO(Historia &Cotidiano)

 TRANSPARÊNCIA BRASIL

 Bibliotecas e livros eletrônicos gratuítos

 REINO DAS LETRAS

 POR TRÁS DAS LETRAS - HÉLIO CONSOLARO

 JOSE SARAMAGO-Unico prêmio Nobel de literatura da língua portuguesa

 ARTE E PINTURA BRASILEIRA-Galeria Virtual de Arte

 Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil

 Clarice Lispector - Ânsia de Perplexidade

 Dicionários de todos os idiomas

 MESTRES DA LITERATURA

 Academia Brasileira de Letras

 ESCOLA 24 HORAS

 SIMPLESMENTE MARIA(CRÔNICAS)

 N.Rogero-Poemas, Reflexões, Pensamentos & Mensagens de Amor e Paz...

 REDE DE INF.TERCEIRO SETOR

 BLOG DO ART CULTURAL BRASIL

 EducaRede no Campus Party

 EducaRede-A PORTA ABERTA PARA EDUCAÇÃO.

 PAZ INTERIOR/ A Paz ao alcance de todos

 O QUE ELAS ESTÃO LENDO?

 UOL-CIÊNCIA E SAUDE

 DICIONÁRIO INFORMAL

 SINFONIA BEIJA FLOR-(MÚSICAS DIVERSAS)

 HISTÓRIA DA ARTE

 Museu Virtual de Arte Brasileira-Arte Contemporânea

 ARTISTAS VISUAIS-Arte Contemporânea

 FUNARTE-Fundação Nacional de Artes

 INGLÊS ONLINE

 Biblioteca Virtual do Estudante da Língua Portuguesa-Escola do futuro da USP

 BRASIL CULTURA-O site da cultura brasileira

 PORTAL DO CORAÇÃO

 CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS ON-LINE

 CIÊNCIA HOJE ON-LINE

 SITE ASSUNTO DE MULHER

 DIETA JÁ

 UNIVERSIA-Brasil-Informações-Serviços-Universitários

 BLOG DO PROTÓGENES

 SÓ GEOGRAFIA

 SÓ BIOLOGIA

 SÓ NUTRIÇÃO

 SÓ PORTUGUÊS-Portal de Língua Portuguesa

 PORTAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

 HISTÓRIA DO BRASIL

 SALA DE LEITURA

 CATRACA LIVRE-Coord.Gilberto Dimenstein

 BLOG DA DÉBORA MORAIS

 UNIPAZ/SANTA CATARINA

 PORTAL DO PROFESSOR

 NOVA ESCOLA-Planos de aula,Educação Basica, gestão escolar, formação de professores






MEUS BLOGS:

*ATITUDE CRISTÃ

*A PAZ DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

*ALDEIA MUNDUS:
Meio ambiente/natureza







Histórico