A MESA
Rivaldo Roberto Ribeiro (Jose Bonifácio-SP)
Nem sei em que estava pensando naquele momento, estava na sala em frente à TV vendo não sei o que, mesmo que estivesse prestando atenção nada havia mudado. Quando de repente notei que olhava para algo de pernas compridas e finas, e sobre ela uma plataforma retangular. Entretanto muitas podem ser redondas, quadradas, ovais, triangulares, tortas, retas, pequenas, grandes, curtas, cumpridas, com cara de séria que nos mete medo, daquelas que dá vontade de sentar em volta tomar um cafezinho, comer uma leitoa assada, um frango ao molho, pobres animais!!! Ou sair correndo de medo, ou torcer para nunca chegar perto de uma, você pode pensar que sou maluco, mas estou falando das mesas.
Umas nos dão medo: mesa cirúrgica. Outras estragam a nossa vida: mesa de bar para um alcoólico. Enfim são de tantas utilidades e para diversas ocasiões.
Mas naquele momento a mesa que eu via, era a nossa mesinha da cozinha... Da nossa casa pequena e aconchegante, nossa mansão de oito cômodos...
Comecei a imaginar nos anos que ela estava ali, quantas histórias foram criadas ao seu redor nos almoços de domingos, quantos deveres de escola foi concluído sobre ela.
E as comemorações, ah que saudade!!! Dos natais, ano novo, aniversários das crianças, tempos alegres, tempos abundantes, outros nem tanto.
Velha mesa o que você tem para nos contar e nos confortar no dia de hoje? Hem?
Lembra daqueles tempos difíceis que nós aos domingos nos alimentávamos com algum franguinho de promoção...
Lembra daqueles natais pobres, porque a nossa experiência de vida não tinha ensinado ainda o que importa numa ceia, era o amor, a paz, e a lembrança do menino Jesus, e isso nós sempre tivemos de sobras.
Nem tudo foi triste, aliás, nada foi triste, quanto banquete você amparou nossa velha companheira, quantas vitórias você representa!!! Amparou nosso alimento, ajudou as crianças a escreverem, ajudou nas minhas decisões todas acertadas porque senão não estaria aqui com essas lembranças.
Ah grande amiga!!! A vida melhorou, mas juro fique tranqüila você nunca vai perder seu posto, afinal você é de madeira nobre e igual a você não existem outras, as que existem são apenas belezas exteriores, não confio nelas: por dentro são todas falsas, nunca usaria para trocar uma lâmpada que quantas e quantas vezes você serviu de escada.
Os tempos passaram... As arvores mudaram de lugar... As pedras... Alguns rios não existem mais...
Velha mesa da cozinha... Que santuário. Nunca havia pensado nisso.
-0-
Amigo leitor me perdoe por algum deslize nas regras gramaticais... Se é que sou capaz de escrever corretamente... O amor é cego não conseguo enxergar os erros... Talvez outra hora.
Categoria:FICÇÃO/CRÔNICAS...
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 20h28
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O CAMINHO
O CAMINHO.
Rivaldo R. Ribeiro
Em frente aos meus olhos: a vida mostra-se bela, como um palácio encantado e misterioso, uma musica com uma melodia suave traduzia que lá está tudo bem e feliz, que não existe problemas...
Um outro mundo que se forma na minha imaginação, uma distancia que parece curta, de conquista imediata, um abstrato na visão, uma ilusão de ótica que não considera as curvas, aclives e declives para chegar ao destino, parece uma linha reta como se fosse possível flutuar sobre os acidentes deste terreno.
Estou aqui imaginando do lado oposto ao ponto final, mas como chegar até a ele se entre mim e ele existe a luta contra o mundo, que sempre nos impede com suas sombras? Sonhar nos leva a realidade, mas para que isso aconteça além de vários atalhos, teremos que construir muitas pontes, atravessar pântanos, abrir trilhas no meio da mata, desviar dos monstros azuis, verdes, vermelhos, de todas as cores e maneiras, coisas que sempre interpõe a nossa frente e impedem de realizar a travessia.
A coragem só manifestava-se enquanto transcorria “o inverno”, quando os caminhos estavam bloqueados e com isso nos davam as desculpas para o medo e a covardia de ir em frente, e os sonhos que vinham com força e entusiasmo ficavam adiados...
Porem ao iniciar-se a “primavera” escancarando as portas do mundo, quando as plantas começavam a reverdecer e as flores perfumarem ao vento, o sol dando energia à vida. Os sonhos da liberdade chegavam com suas angustias, e o medo do caminho voltava a aniquilar-me, olhava a imensidão a minha frente: não tinha dado nenhum passo, não havia descido nenhum degrau a frente da porta, não conhecia a emoção do começo, apenas escravo e servidor do cotidiano do mundo com suas fronteiras. Buscava segurança em vez de coragem...
Continuarei assim esperando? E a vida é como as vagas do mar revolto, sacode o barquinho, leva para cima e de repente despenca das alturas, é uma montanha russa desgovernada... Meu Deus! São coisas que não tenho controle? Ora, Ora!!! Mas ela está nas minhas mãos e sou seu timoneiro... Então porque não seguro com força e coragem, preciso dela para travessia...
Reúno todas as forças... À frente no horizonte, o palácio encantando não está tão longe assim...Percebi que alguns medos já não os tenho mais: assim sem querer já atravessei boa parte deste longo caminho, já deixei para trás os pântanos, as pedras, as pontes, e de longe olho as relíquias do passado que são tesouros bem guardados num cofre sem segredos, no entanto continua com a porta fechada e estão escondidos pela superficialidade que encobre a sabedoria que se manifesta tímida, com medo das incredulidades...
Para quem quer chegar não deve desconhecer que as trilhas de conquistas não são caminhos retos, no entanto seguindo os sinais dos que já atravessaram, eles não se ferirão nos espinhos, não se atolarão nos pântanos, e as pontes já estarão construídas. E chegando ao destino só tem que mudar as cores das janelas e regar as flores, para que o sonho continue...
Categoria:FICÇÃO/CRÔNICAS...
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 19h51
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NÃO SER O QUE PENSAR!!!
Não sei o que pensar!! Autoria : Gabriela do Amaral Ribeiro
Planeta por que estas assim? Por que não estas mais alegre? Por que vive chorando pela guerra? Porque o homem mata seu reflexo? Porque a vida não é mais vida? Porque os pássaros agora são poucos? Porque só se ouvem lamentações? Porque esta com tentos problemas? Porque nascestes assim? Por que a morte esta tão perto de todos? Porque não se tem mais saúde? Porque até a água esta escassa? Por que os animais estão fugindo? Porque tem gente que se mata? Porque as coisas são tão difíceis? Porque há tantos roubos? Porque? Porque tem gente que não se preocupa com o próximo? Porque famílias estão desmoronando? Porque Há terremotos? Porque o clima da Terra esta mudando? Porque? Porque há fome? porque existe armas? Kara!!!! São tantas perguntas q não há respostas.... Mas sempre são vistas como acontecem.. Mas qual a razão???? Ninguém sabe!!!
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h48
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A VIDA
A Vida Gabriela do Amaral Ribeiro.
Nem sei mais o que fazer Nem sei mais para onde olhar Acho que estou perdida Ou tendo alucinações Porque não era assim... Almas solitárias vagam por aí... Em busca da vida... Que logo já será tirada Por um mesmo animal do seu porte A música que é tocada por um conjunto de armas O mesmo tom, o mesmo resultado, tudo é igual por aí. E o resultado sempre é horrível. OH!E as crianças são o futuro do país! ! Essas já com 10 anos de idade já carregam o ódio no coração E uma arma na mão... Gestos de bondade...Só em novela Já ta tudo encenado Misericórdia?...É uma palavra, não uma ação... Sorrisos...Amarelos, é claro. Paz... Está em falta. Sofrimentos... Em alta. Poucos lutam para tudo isso melhorar... Muitos desistem... A escuridão vai tomando conta! Mas eu acho, que sempre, por mais que pequena, Existe um fecho de luz... E não há coração de pedra... Nem sangue azul... Nós que causamos tudo isso... Agora temos que agüentar... Não sei até quando... Mas não podemos só por culpa nos governos.. Nós também somos culpados. E a vida?Vai ser extinta? Ela foi amada, por um dos maiores seres da Terra. Que pregava a justiça, dignidade, paz, amor... E nós pegamos isso e jogamos no lixo... Quem não quer guerra? Nós que a criamos Quem não quer sofrimentos? Nós os criamos... Quem não quer vida? Nós !!! Mas a tiramos de nosso irmão! E a nossa!
Categoria:FICÇÃO/CRÔNICAS...
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h39
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COISAS SIMPLES
COISAS SIMPLES Gabriela Ribeiro
O som das palavras quando saem da boca... O som dos pássaros quando saem em busca de um ninho... O som dos instrumentos quando são tocados com amor... O som dos mosquitos atrás de um bocado de açúcar... O som dos cães quando ladram... Das abelhas... Das pessoas quando andam... É... isso é a natureza... Se você ainda não percebeu, Que as coisas mais simples É que fazem a vida melhor?
Categoria:FICÇÃO/CRÔNICAS...
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h35
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O SONHAR
O sonhar.
Gabriela Ribeiro
É belo o sonhar... É belo o viver... pois o viver é um sonho O sonho da felicidade O sonho do amor Fazer o bem com o sonhar da alegria de um dia poder viver sem dor... A tristeza, as vezes, a gente tenta esquecer pois ela nos machuca por dentro A felicidade... AHHH!!! A felicidade a gente corre atrás! Mesmo que um dia a esperança acabe... Os sonhos estão dentro de nós Nos deixando com um espírito mais leve Viver sonhando... É sonhar com a vida... Bela é a vida cheia de sonhos...
Categoria:FICÇÃO/CRÔNICAS...
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h32
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VELHO AMIGO

Rivaldo R.Ribeiro(José Bonifacio-SP)
Carro velho, além dos problemas mecânicos que podem deixar a gente a pé em qualquer lugar, existe outros de pequena importância, mas que nos deixa com raiva e de cabelo em pé, entretanto às vezes é hilário.
Eu vi numa manhã uma cena que era uma verdadeira luta dramática de um proprietário desses velhos “amigos”. Imagine!! O pobre homem lutava para abrir o bagageiro do seu “amigo”, ora a chave não entrava, e quando entrava não abria a tranca, e depois de muitos safanões e socos no já surrado “amigo” ele conseguia abrir a tampa.
Bom! Colocou os objetos no compartimento que era seu primeiro objetivo, as compras do supermercado, ferramentas etc. tudo arrumado... Agora chegava o momento de trancar outra vez o bagageiro, ergueu a tampa juntou todas as forças e tentou uma vez... duas... três... e nada de trancar, colocava a chave girava outra vez e fazia o teste e a tampa abria...
Aflito já com a paciência esgotada, força física diminuída pela exaustão, e um pouco encabulado, pois já percebia que atraia a curiosidade de alguns debochados que a certa distância com sorrisinhos maliciosos murmurava alguma coisa depreciativa ao carro ou ao seu dono teimoso...
Mas na ultima tentativa, com todas as forças restantes, paciência restante, pensamento positivo... E o estrondo... E enfim o teste: bagageiro trancado, entrou no lugar do motorista deu partida, o motorzinho ainda funcionava que era uma beleza, e partiu com seu velho “amigo” prometendo-lhe uma conversa séria junto com algumas marteladas e ajustes já feito aos milhares para novas aventuras.
Mas eu fiquei sabendo cá entre nós ali por perto, que o dito proprietário não vendia seu “amigo” por valor algum... Que o já havia reformado por várias vezes, estava tudo novinho, pneus novos, motor, só tinha essa mania de não querer fechar as suas portas ou de vez em quando abrir de repente. E isso sempre acontecia a ponto que um dia de domingo num passeio no campo a porta do passageiro abriu e sua companheira caiu para fora no meio de uma poça de lama, e a pobre senhora ficou furiosa, esbravejava, xingava de tudo exigindo a troca do brutinho, no entanto depois da raiva diminuída, banho tomado, desistia...Para que vender o velho “amigo”,né? Teria que comprar um “desconhecido” que talvez não abrisse as portas nunca... Assim é a vida, as portas fecham, entretanto também elas abrem...
Categoria:FICÇÃO/CRÔNICAS...
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 08h15
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Esta é a primeira mensagem desse blog, acreditando na força da vida, o verbo acreditar é o que nos impulsiona a viver ir em frente sem olhar para trás, ter fé em Deus e na vida.
Postado por Rivaldo às 18h10
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